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Demora pode 'ameaçar' exílio de Taylor
O enviado especial da ONU ao país, Jacques Klein, advertiu que se o presidente do país, Charles Taylor, demorar a se decidir sobre quando deixará Monróvia ele poderá perder a chance de se exilar em outro país. "A ele foi oferecido um lugar seguro na Nigéria, mas receio que se ele se demorar muito ele poderá perder essa oportunidade também", disse. Klein descreveu o presidente liberiano como um "psicopata assassino". Ele disse esperar que Taylor um dia seja julgado por crimes de guerra. O enviado da ONU disse que deixar de apresentar assassinos à Justiça poderia indicar a ditadores que eles podem se safar de situações semelhantes. Grupo rebelde No sábado, Taylor concordou em deixar o cargo no dia 11 de agosto, em um encontro com enviados de países do oeste da África, mas não informou quando deixará o país. A Nigéria ofereceu a Taylor a possibilidade de exílio como parte da proposta para encerrar o conflito na Libéria. O principal grupo rebelde da Libéria disse que não vai se desmobilizar até que Taylor, deixe o país. "Ele pode sair pela embaixada americana, ele pode sair de helicóptero de Monróvia para qualquer lugar do mundo...nós não vamos nos desmobilizar", disse Mohammed Kamara, porta-voz do grupo rebelde Lurd (Liberianos Unidos para Reconciliação e Democracia) na Guiné. O combate entre rebeldes e forças do governo na capital, Monróvia, e no resto do país continuaram no domingo. Enquanto isso, continuam os preparativos para a chegada das forças de paz ao país, na segunda-feira. Aguarda-se a chegada de 300 integrantes de uma força de paz da Nigéria. Esse será o primeiro contingente de muitos milhares de soldados de países do oeste da África que serão enviados ao país. Os Estados Unidos ainda estão considerando se enviarão tropas. Organizações humanitárias advertiram para a deterioração das condições de vida da população. Os habitantes de Monróvia - cuja maioria vive agora sem abastecimento de água - estão expostos a doenças como cólera, assim como a balas perdidas, disse Brendan Paddy, da ONG Save the Children (Salve as Crianças), à BBC. |
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