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Tropas de paz são recebidas com festa na Libéria
Mais de cem soldados nigerianos foram recebidos com festa pela população ao chegar a Monróvia, capital da Libéria, nesta segunda-feira, para tentar acabar com os dois meses de conflitos na cidade. Centenas de civis se concentraram na pista de pouso do aeroporto de Robertsfield, a 40 quilômetros de Monróvia, e carregaram nos ombros um comandante nigeriano, aos gritos de "nós queremos paz". Depois de um breve período de calmaria, ouviu-se tiros novamente na área da Ponte Velha, em Monróvia. A região liga o porto controlado pelos rebeldes ao centro da cidade. O grupo avançado de nigerianos não deverá fazer incursões pela zona de guerra até que os mais de 3 mil soldados da tropa de paz tenham chegado em solo liberiano. Retirada Sekou Damate Conneh, líder de um dos grupos rebeldes (conhecido pela sigla Lurd), anunciou que seus combatentes sairiam de Monróvia assim que as forças de paz chegassem. Os nigerianos não devem entrar na cidade nas etapas iniciais, apesar de pedidos do governo, cujas tropas estão cercadas por forças rebeldes. O presidente da Libéria, Charles Taylor, disse que vai renunciar ao cargo no dia 11 de agosto, mas não deixou claro quando vai deixar o país – a Nigéria já se ofereceu para recebê-lo em seu exílio. Muitos moradores de Monróvia esperam que os Estados Unidos enviem soldados também. Eles manifestam esperança de que o conflito termine agora que as tropas começaram a chegar. Moradores do bairro de West Point imprimiram camisetas em que, na frente, agradecem a Deus pela chegadas dos soldados africanos. Nas costas, carregam os dizeres: "Enfim, a paz". Americanos Washington afirma que só vai participar da missão, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, depois que o presidente Taylor partir. Os americanos doaram US$ 10 milhões (cerca de R$ 30 milhões) para financiar o início das operações das tropas de paz. Navios de guerra americanos estão ancorados na região, prontos para se aproximar da costa do país quando as tropas de paz chegarem. Centenas de civis foram mortos desde que as lutas entre o governo e forças rebeldes alcançaram a capital, Monróvia, em junho, depois de três anos de guerra civil. Milhares de pessoas estão lutando por espaço no centro da capital e se arriscando quando saem em busca de água e comida. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas já iniciou uma operação de emergência para levar alimentos de avião para a cidade. |
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