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Tropas de paz nigerianas chegam à Libéria
Tropas de paz da Nigéria chegaram a Monróvia, capital da Libéria, nesta segunda-feira, para tentar acabar com os dois meses de conflitos na cidade. Cerca de 30 soldados saíram de Serra Leoa e desembarcaram de helicóptero, pela manhã, sob forte chuva, em solo liberiano. O conflito foi interrompido nas ruas da cidade e parte da população, ao avistar os helicópteros, aplaudiu. O contingente, parte dos mais de 3 mil homens que devem fazer parte da missão internacional, ficará baseado perto do aeroporto, a 45 quilômetros do centro de Monróvia. Retirada Sekou Damate Conneh, líder de um dos grupos rebeldes (conhecido pela sigla Lurd), anunciou que seus combatentes sairiam de Monróvia assim que as forças de paz chegassem. Os nigerianos não devem entrar na cidade nas etapas iniciais, apesar de pedidos do governo, cujas tropas estão cercadas por forças rebeldes. O presidente da Libéria, Charles Taylor, disse que vai renunciar ao cargo no dia 11 de agosto, mas não deixou claro quando vai deixar o país – a Nigéria já se ofereceu para recebê-lo em seu exílio. Muitos moradores de Monróvia esperam que os Estados Unidos enviem soldados também. Eles manifestam esperança de que o conflito termine agora que as tropas começaram a chegar. Moradores do bairro de West Point imprimiram camisetas em que, na frente, agradecem a Deus pela chegadas dos soldados africanos. Nas costas, carregam os dizeres: "Enfim, a paz". Americanos Washington afirma que só vai participar da missão, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, depois que o presidente Taylor partir. Os americanos doaram US$ 10 milhões (cerca de R$ 30 milhões) para financiar o início das operações das tropas de paz. Navios de guerra americanos estão ancorados na região, prontos para se aproximar da costa do país quando as tropas de paz chegarem. Centenas de civis foram mortos desde que as lutas entre o governo e forças rebeldes alcançaram a capital, Monróvia, em junho, depois de três anos de guerra civil. Milhares de pessoas estão lutando por espaço no centro da capital e se arriscando quando saem em busca de água e comida. A agência de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU) já iniciou uma operação de emergência para levar alimentos de avião para a cidade. |
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