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Atualizado às: 09 de agosto, 2003 - 19h36 GMT (16h36 Brasília)
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Libéria: EUA pedem que rebeldes reabram porto
Faltam materiais médicos para tratar os feridos
Faltam materiais médicos para tratar os feridos

Representantes dos Estados Unidos e de países africanos pressionaram rebeldes liberianos neste sábado para reabrir o porto de Monróvia para permitir a entrada de alimentos e materiais médicos.

A Cruz Vermelha, por exemplo, tem toneladas de suprimentos para serem distribuídos para liberianos.

Mas os rebeldes que participaram das negociações disseram que só seus líderes podem decidir se o porto pode ser reaberto.

"Nesse momento, este porto só será tomado à força", afirmou Sekou Fofana, do Lurd (Liberianos Unidos para a Reconciliação e a Democracia), segundo a agência de notícias Reuters.

O grupo tem dito que só se retirará do porto quando as forças leais ao governo abandonarem a capital, Monróvia.

Guerra e fome

Embora os confrontos entre tropas do governo e rebeldes tenham praticamente cessado com a chegada de tropas de paz de países africanos, a população do país - que está 14 anos em guerra - ainda sofre com a falta de comida.

Uma das situações mais críticas ocorre nas instalações da Igreja Católica em Buchanan, onde mais de 8 mil pessoas buscaram refúgio já não têm mais água nem comida.

Em todo o país, estima-se que os conflitos tenham deixado 1 milhão de pessoas carentes de necessidades básicas, como casa, alimentos e acesso a tratamento médico.

"As pessoas foram abandonadas a níveis que raramente se vê na África" afirmou Christoph Harnisch, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para a África.

Taylor

Charles Taylor se comprometeu a renunciar à Presidência nesta segunda-feira, mas não deixou claro pretende deixar o país - a Nigéria já ofereceu asilo para o presidente.

Taylor é acusado de crimes de guerra que teria cometido durante o seu envolvimento na Serra Leoa.

No entanto, declarações de aliados do presidente sugerem que ele não aceitou completamente os termos do acordo.

O porta-voz do presidente, Vaani Passawe, disse que a saída de Taylor pode, ao invés de pacificar o país, fazer a situação na Libéria piorar ainda mais.

"Quando o presidente for embora, nossos meninos podem ser estigmatizados. Se for este o caso, deve-se esperar o caos. O inferno pode se abrir," disse Passawe.

O ministro da Defesa, Daniel Chea, por sua vez, disse que se a saída de Taylor realmente levar ao caos, estará provado que aqueles que o culpam pela violência no país "estão errados".

Taylor diz que vai entregar o poder ao vice-presidente Moses Blah, mas o Lurd diz que não aceitarão lah como presidente e continuarão lutando.

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