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Atualizado às: 07 de agosto, 2003 - 06h21 GMT (03h21 Brasília)
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ONU: Taylor deve escolher entre exílio e Justiça
Taylor estaria hesitante em aceitar asilo na Nigéria
Taylor estaria hesitante em aceitar asilo na Nigéria

O representante especial das Nações Unidas para a Libéria, Jacques Klein, disse que o presidente Charles Taylor deve deixar o país enquanto pode.

Segundo Klein, se ficar no país, Taylor corre o risco de ser julgado por crimes de guerra.

O presidente já concordou em deixar o país durante as negociações para pôr fim ao conflito civil do país, mas não disse quando.

Além disso, um assessor do presidente da Nigéria – país que está contribuindo com os primeiros soldados da força de paz enviada à Libéria – disse que Taylor está dando sinais de que não está disposto a aceitar a oferta de asilo político feita pelo governo nigeriano.

No entanto, de acordo com informações da agência de notícias Reuters, o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse a empresários nesta quarta-feira que estaria viajando para Monríovia na próxima segunda para participar de uma cerimônia que marcaria a renúncia de Taylor.

Um tribunal de guerra apoiado pela ONU já emitiu um mandado de prisão internacional contra Taylor pela sua suposta participação na guerra civil da Serra Leoa.

Em um recado ao presidente, o representante da ONU disse que é melhor ele aproveitar logo a chance de sair do país.

"O mandado não vai desaperecer, e o tribunal estará lá por vários anos. Portanto, vá enquanto a oferta é boa", afirmou Jacques Klein.

EUA

Além da ONU, o governo americano voltou a fazer pressões para que Taylor saia do país.

"Todo mundo, exceto aquele indivíduo (Taylor), parece sentir que seria melhor para o país se ele se retirasse", afirmou o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, nesta quarta-feira.

Um pequeno contingente de marines americanos chegou nesta quarta-feira à capital da Libérra, Monróvia, para ajudar as tropas de paz que estão no país a preparar a chegada de ajuda humanitária.

A população de Monróvia, palco dos piores confrontos no país, está desesperada por comida, especialmente em áreas controladas pelo governo, onde alimentos como o arroz custam 20 vezes mais o preço cobrado nas regiões dominadas pelos rebeldes.

Isso se deve em parte ao fato de os rebeldes estarem distribuindo estoques de comida que estavam em galpões.

A ONU está pedindo quase U$ 70 milhões da comunidade internacional para fornecer comida, abrigo e assistência médica aos afetados pelo conflito.

A organização estima que o número de pessoas que deixaram suas casas ao redor e dentro da capital Monróvia dobrou desde junho.

Os riscos à saúde são muito altos, segundo a ONU, com mais de um milhão de pessoas expostas a doenças como a malária, a pneumonia, a cólera e o sarampo.

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