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Atualizado às: 06 de agosto, 2003 - 04h18 GMT (01h18 Brasília)
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Libéria: Taylor estaria 'hesitante em deixar o país'
Charles Taylor havia prometido deixa o país depois de 11 de agosto
Charles Taylor havia prometido deixa o país depois de 11 de agosto

Começa a aumentar a pressão para que o presidente da Libéria, Charles Taylor, renuncie e deixe o país, à medida em que soldados da força de paz enviada pelos países da África Ocidental continuam a chegar à capital Monróvia.

Taylor havia afirmado que iria renunciar. O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse na terça-feira, ter conversado por telefone com ele, e o presidente liberiano teria dito que iria seguir para a Nigéria um dia depois de renunciar em 11 de agosto.

Mas um assessor do presidente da Nigéria – país que está contribuindo com os primeiros soldados da força de paz enviada à Libéria – disse que Taylor está dando sinais de não estar disposto a aceitar a oferta de asilo político feita pelo governo nigeriano.

Os Estados Unidos – que enviou três navios de guerra para a costa da Libéria – têm afirmado que a entrada de soldados americano no país só será considerada depois da saída de Charles Taylor.

Objetivo

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que a posição dos Estados Unidos é de que, primeiro, Charles Taylor deve deixar a Libéria.

"Esse é o nosso foco. Ele precisa deixar o país", afirmou.

Em Monróvia, um porta-voz do presidente liberiano – que foi acusado de crimes de guerra pelo tribunal especial de Serra Leoa – disse que ele deveria ser protegido de qualquer processo judicial.

O secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse, em Washington, no entanto, não haver nenhum indício de que as acusações contra Taylor pudessem ser retiradas.

"Todo mundo, exceto aquele indivíduo (o presidente Charles Taylor), parece sentir que seria melhor para o país se ele se retirasse", afirmou Rumsfeld.

Ajuda

Na terça-feira, o chefe da força de paz enviada pelos países da África Ocidental cruzou a linha de combate pela primeira vez e conversou com os rebeldes.

Os rebeldes disseram que as agências de ajuda humanitária poderiam entrar nas áreas controladas por eles, mas acrescentaram que eles não deixariam a região do porto da cidade até que o presidente Charles Taylor saísse do país.

Enquanto isso, a ONU (Organização das Nações Unidas), está pedindo quase U$ 70 milhões da comunidade internacional para fornecer comida, abrigo e assistência médica aos afetados pelo conflito.

A organização estima que o número de pessoas que deixaram suas casas ao redor e dentro da capital Monróvia dobrou desde junho.

Os riscos à saúde são muito altos, segundo a ONU, com mais de um milhão de pessoas expostas a doenças como a malária, a pneumonia, a cólera e o sarampo.

Mesmo assim, segundo o correspondente da BBC na capital, Barnaby Phillips, a chegada dos soldados nigerianos ao país fez com que uma melhora já fosse sentida na cidade.

As ruas, que estavam antes desertas, agora estão cheias de pessoas à procura de comida, e rebeldes e soldados do governo foram vistos cruzando a linha de combate e se abraçando.

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