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Israel rebate críticas sobre libertação de palestinos
O governo de Israel rebateu acusações de que a libertação de mais de 300 prisioneiros palestinos não seria mais do que um ato de propaganda para agradar ao governo americano. As críticas partiram do lado palestino, inclusive dos grupos militantes Jihad Islâmica e Hamas. Segundo eles, o número é insignificante, uma vez que o número total de presos gira em torno de 6 mil pessoas. Mas o ministro israelense do Interior, Avraham Poraz, disse à BBC que o programa de soltura irá continuar como forma de reconhecimento do progresso alcançado pelo premiê palestino, Mahmoud Abbas, na redução da violência. "Eu acredito que ele é um homem que quer a paz, o que não podemos dizer sobre Arafat", afirmou ao se referir ao líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Poraz também enfatizou a importância de se manter o atual cessar-fogo com o objetivo de obter avanços nas conversações de paz. Emoção A libertação dos prisioneiros palestinos, na quarta-feira, foi marcada por cenas de emoção na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Os presos liberados ou estavam sendo mantidos na prisão sem julgamento ou tinham sido condenados por delitos como, por exemplo, apedrejar soldados israelenses. Nenhum deles havia sido condenado por homicídio. De acordo com o ministro israelense do Interior, mais cem prisioneiros serão libertados caso o cessar-fogo continue. Mas o líder do Hamas Abdel-Aziz al-Rantissi disse que a soltura foi um "espetáculo para as câmeras organizado pelo primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon". A disputa tornou-se um dos principais obstáculos ao progresso de paz patrocinado pelos Estados Unidos, apesar de a soltura dos prisioneiros não fazer parte das condições para o acordo. |
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