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Negociação entre Israel e palestinos chega a impasse
As negociações em Israel sobre a devolução do controle dos territórios na Cisjordânia aos palestinos fracassaram nesta quinta-feira. Representantes de ambos os lados afirmam que o desentendimento foi causado pela disputa sobre qual a próxima cidade a ser desocupada pelo Exército de Israel. O assunto tornou-se o principal impasse nas discussões entre os dois governos após as visitas dos primeiros-ministros israelense e palestino a Washington, nos últimos dias, para falar sobre o plano de paz proposto para a região. Além da falta de um acordo, os palestinos reagiram com irritação à abertura de uma concorrência, pelo governo de Israel, para a construção de novas casas em um assentamento na Faixa de Gaza. Construção Os palestinos acusam os israelenses de contrariarem as intenções do plano de paz, que propõe a interrupção deste tipo de atividade. O governo de Israel pretende construir mais 22 "unidades de habitação" no assentamento de Neveh Dekalim. Nabil Abu Rudeineh, um assessor do líder palestino Yasser Arafat, classificou a iniciativa de "um passo muito perigoso". Em reuniões em Jerusalém, na noite de quarta-feira, o chefe da segurança palestina, Mohammed Dahlan, tentou convencer Israel a se retirar de Ramallah, onde Arafat tem vivido cercado por tropas israelenses por mais de um ano. No entanto, o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, disse aceitar a retirada de tropas apenas de Jericó e Qalqilya. Ainda assim, o diário israelense Haaretz afirmou que existe a possibilidade de um acordo, com os israelenses aceitando sair de uma terceira cidade, já que Ramallah é considerada "politicamente sensível" no momento. Formalidade A cidade de Jericó esteve praticamente à parte dos conflitos e da violência nos últimos três anos e a sua entrega aos palestinos seria apenas uma mera formalidade. Com a exceção de uma breve invasão em setembro de 2001, as tropas israelenses praticamente não entraram lá, e a polícia palestina continua controlando a cidade.
Em Qalqilya, centenas de manifestantes protestaram contra a polêmica cerca de segurança que está sendo construída por Israel, pedindo a sua remoção. Palestinos e ativistas estrangeiros atravessaram a cidade em passeata, gritando palavras de ordem como "tijolo a tijolo, muro a muro, a ocupação vai cair". Alguns manifestantes atiraram balões cheios de tintas nas cores vermelha, preta, branca e verde as cores da bandeira palestina contra o muro, observados por um grupo de soldados. O governo de Israel afirma que a cerca, que deverá medir 600 quilômetros, é necessária para impedir homens-bomba de passarem pela Cisjordânia para entrar em Israel. Os palestinos dizem que ela não passa de uma tentativa de se apoderar de terras e destruir as esperanças da criação de um Estado. |
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