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Atualizado às: 31 de julho, 2003 - 15h44 GMT (12h44 Brasília)
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Negociação entre Israel e palestinos chega a impasse
Protesto palestino em Ramallah
Manifestantes palestinos foram às ruas em Ramallah contra a cerca

As negociações em Israel sobre a devolução do controle dos territórios na Cisjordânia aos palestinos fracassaram nesta quinta-feira.

Representantes de ambos os lados afirmam que o desentendimento foi causado pela disputa sobre qual a próxima cidade a ser desocupada pelo Exército de Israel.

O assunto tornou-se o principal impasse nas discussões entre os dois governos após as visitas dos primeiros-ministros israelense e palestino a Washington, nos últimos dias, para falar sobre o plano de paz proposto para a região.

Além da falta de um acordo, os palestinos reagiram com irritação à abertura de uma concorrência, pelo governo de Israel, para a construção de novas casas em um assentamento na Faixa de Gaza.

Construção

Os palestinos acusam os israelenses de contrariarem as intenções do plano de paz, que propõe a interrupção deste tipo de atividade.

O governo de Israel pretende construir mais 22 "unidades de habitação" no assentamento de Neveh Dekalim.

Nabil Abu Rudeineh, um assessor do líder palestino Yasser Arafat, classificou a iniciativa de "um passo muito perigoso".

Em reuniões em Jerusalém, na noite de quarta-feira, o chefe da segurança palestina, Mohammed Dahlan, tentou convencer Israel a se retirar de Ramallah, onde Arafat tem vivido cercado por tropas israelenses por mais de um ano.

No entanto, o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, disse aceitar a retirada de tropas apenas de Jericó e Qalqilya.

Ainda assim, o diário israelense Haaretz afirmou que existe a possibilidade de um acordo, com os israelenses aceitando sair de uma terceira cidade, já que Ramallah é considerada "politicamente sensível" no momento.

Formalidade

A cidade de Jericó esteve praticamente à parte dos conflitos e da violência nos últimos três anos e a sua entrega aos palestinos seria apenas uma mera formalidade.

Com a exceção de uma breve invasão em setembro de 2001, as tropas israelenses praticamente não entraram lá, e a polícia palestina continua controlando a cidade.

Cerca de segurança
A cerca deverá ter 600 quilômetros

Em Qalqilya, centenas de manifestantes protestaram contra a polêmica cerca de segurança que está sendo construída por Israel, pedindo a sua remoção.

Palestinos e ativistas estrangeiros atravessaram a cidade em passeata, gritando palavras de ordem como "tijolo a tijolo, muro a muro, a ocupação vai cair".

Alguns manifestantes atiraram balões cheios de tintas nas cores vermelha, preta, branca e verde – as cores da bandeira palestina – contra o muro, observados por um grupo de soldados.

O governo de Israel afirma que a cerca, que deverá medir 600 quilômetros, é necessária para impedir homens-bomba de passarem pela Cisjordânia para entrar em Israel.

Os palestinos dizem que ela não passa de uma tentativa de se apoderar de terras e destruir as esperanças da criação de um Estado.

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