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Palestinos criticam 'insistência' de Sharon em construir cerca
A Autoridade Palestina criticou a declaração do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, de que vai continuar a construir uma polêmica cerca de separação entre Israel e os assentamentos judaicos e os territórios palestinos na Cisjordânia. O ministro da Informação palestino, Nabil Amr, afirmou que a insistência de Sharon em construir a cerca vai estragar a "atmosfera positiva" criada pela reunião de cúpula de israelenses e palestinos com o presidente americano, George W. Bush, em junho na Jordânia. Sharon fez a declaração durante discurso na Casa Branca, em Washington, depois de um encontro com Bush para discutir o processo de paz no Oriente Médio. O primeiro-ministro israelense alegou que a cerca é necessária para proteger os israelenses, embora tenha se comprometido a minimizar o impacto que a divisão terá na vida cotidiana dos palestinos. Os palestinos, no entanto, comparam a cerca ao Muro de Berlim e acusam Israel de se apropriar ilegalmente de terras palestinas ao longo da separação. Sem detalhes Sharon afirmou não ter tratado de detalhes sobre o traçado da cerca com Bush. Na segunda-feira, Sharon havia discutido o assunto com a assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice. Bush disse esperar que, "a longo prazo, a cerca seja irrelevante". O presidente americano admitiu, no entanto, que o assunto é "delicado" e afirmou que Israel deve pesar as conseqüências de todos os seus atos à medida que o processo de paz avança. Após quase três anos de levante armado palestino, na chamada segunda Intifada, com dezenas de atentados nas cidades israelenses, o governo de Sharon vê a cerca de separação com a Cisjordânia como uma forma de barrar a entrada de militantes suicidas. O presidente americano elogiou as recentes medidas do governo israelense como um passo positivo para a proposta de paz no Oriente Médio. Entre essas medidas estão os planos de libertação na próxima semana de 540 presos palestinos grande parte deles integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica. O presidente dos Estados Unidos elogiou ainda o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, recebido por ele em Washington no final da semana passada. Tanto Bush quando Sharon, no entanto, observaram que os líderes palestinos precisam aumentar os seus esforços no combate ao que ambos qualificaram como grupos terroristas, como o Hamas e o Jihad Islâmico. |
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