|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Libertação de palestinos é vista com cautela
Autoridades palestinas reagiram com cautela à decisão de Israel de libertar mais de 500 prisioneiros palestinos ao longo da próxima semana. O ministro de Informação da Autoridade Palestina, Nabil Amr, definiu a medida como "um passo positivo do governo israelense", mas cobrou a libertação de todos os 6 mil prisioneiros palestinos que a organização estima estar sob custódia de Israel. Outras autoridades palestinas afirmaram que a medida não passa de um jogo de cena para agradar aos Estados Unidos no momento em que o premiê israelense, Ariel Sharon, visita Washington. Sharon chegou no domingo a Washington e deve se reunir nesta terça-feira com o presidente americano, George W. Bush. "Essa decisão só foi tomada para que Ariel Sharon possa se livrar da pressão americana em todos os aspectos do plano", afirmou o ministro para assuntos de prisioneiros da organização, Hisham Abd al-Raziq. Militantes Grupos militantes palestinos que estão mantendo um cessar-fogo também saíram a público para dizer que não admitem nada menos do que a libertação de todos os prisioneiros. "Nós dizemos claramente que, se eles não libertarem todos os presos palestinos e árabes, estarão violando as condições do Hamas (para suspender os ataques) e serão responsáveis pelos resultados", afirmou o líder político do Hamas, Abdel-Aziz al-Rantissi. O libanês Hezbollah também ameaçou a voltar a seqüestrar israelenses se Israel rejeitar "a última chance" nas negociações de troca de prisioneiros entre os dois lados. A ameaça foi feita pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que afirmou que o grupo vai trabalhar "dia e noite" para tomar israelenses como reféns se Israel não libertar 13 libaneses que mantém presos. Aliados de Arafat Entre os prisioneiros que deverão ser libertados por Israel, estão incluídos 210 militantes de organizações islâmicas, 210 aliados do presidente Yasser Arafat e outros 120 presos por crimes comuns. Israel não incluiu nenhum prisioneiro que tenham participado diretamente de ataques contra israelenses O ministro da Justiça de Israel, Yosef Lapid, sugeriu que as libertações vão aliviar as pressões sobre o primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen. "Nós não estamos muito felizes com isso porque eles (os prisioneiros) podem voltar a seus atos de terror, mas nós achamos que devemos libertá-los a fim de dar mais credibilidade a Abu Mazen", afirmou. No entanto, de acordo com a rádio israelense, o ministro das Finanças Binyamin Netanyahu teria deixado claro no encontro de gabinete de domingo que o objetivo da medida era aumentar a credibilidade do próprio Sharon para o seu encontro com Bush. O presidente americano quer que tanto Israel quanto palestinos cumpram os compromissos que assumiram no mais recente plano de paz para a região. Além da libertação dos prisioneiros, Israel desmantelou postos de controle na Cisjordânia e se comprometeu a emitir autorizações de trabalho para 8,5 mil palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||