|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Sharon e Abbas têm discussão acalorada
O primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas não conseguiram resolver suas diferenças sobre a libertação de prisioneiros palestinos. Os dois se encontraram neste domingo para mais uma rodada de discussões sobre o novo plano de paz para o Oriente Médio. Há relatos de que a questão provocou uma discussão acalorada entre os dois premiês. De acordo com a rádio Israel, a discussão evoluiu para uma "disputa aos gritos" sobre quantos prisioneiros o governo israelense estaria disposto a libertar. Sharon diz que está pronto para libertar várias centenas, enquanto Abbas quer ver milhares em liberdade. Autoridades de ambos os lados concordaram em voltar a negociar em breve. Seqüestro A reunião, que aconteceu depois da sessão normal do gabinete do governo israelense, foi a quarta desde que Abbas também conhecido como Abu Mazen assumiu em abril. Os dois líderes devem se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, separadamente, nos próximos dias. Mas no sábado surgiram novas evidências de tensão na região quando militantes palestinos seqüestraram o governador da cidade de Jenin, na Cisjordânia, acusando-o de colaborar com Israel. Horas depois, Haider Irsheid foi libertado, depois que o grupo Brigada dos Mártires Al-Aqsa recebeu ordens do líder palestino Yasser Arafat. O seqüestro aconteceu depois que forças de segurança palestinas foram enviadas para prender atiradores do Al-Aqsa no campo de refugiados. O Al-Aqsa é acusado de envolvimento em vários ataques menores a alvos israelenses desde que os outros grupos militantes palestinos declararam um cessar-fogo, no dia 29 de junho. Desde o início da intifada, em setembro de 2000, dezenas de palestinos foram executados por suspeita de colaborarem com israelenses. O desarmamento de grupos militantes é uma das condições impostas pelo plano de paz, que contou com o apoio dos Estados Unidos. De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Michael Voss, a comunidade palestina está profundamente dividida sobre como lidar com o plano de paz. Para Voss, o seqüestro do governador de Jenin mostra que as tensões sobre a implementação do plano de paz estão longe de serem resolvidas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||