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Atualizado às: 28 de julho, 2003 - 08h11 GMT (05h11 Brasília)
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Hezbollah ameaça retomar seqüestros de israelenses
Palestinos são parados em posto de controle israelense, em Ramallah
Palestinos são parados em posto de controle israelense

O grupo militante islâmico Hezbollah ameaçou a voltar a seqüestrar israelenses se Israel rejeitar "a última chance" nas negociações de troca de prisioneiros entre os dois lados.

A ameaça foi feita pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que afirmou que o grupo vai trabalhar "dia e noite" para tomar israelenses como reféns se Israel não libertar 13 libaneses que mantém presos.

A declaração de Nasrallah foi feita apenas horas depois de Israel anunciar a libertação de 540 prisioneiros palestinos.

A medida está sendo vista como um gesto de boa vontade de Israel no momento em que o primeiro-ministro do país, Ariel Sharon, realiza uma visita oficial ao presidente americano, George W. Bush, em Washington.

Sharon chegou neste domingo à capital federal americana, onde deve ficar três dias.

Hamas e Autoridade Palestina

Em troca da libertação dos 13 prisioneiros, o Hezbollah promete soltar quatro israelenses que mantém como reféns.

O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Moshe Yaalon, no entanto, acusou o Hezbollah de explorar uma questão humanitária para conseguir concessões.

O Hezbollah não foi o único a atacar a forma como Israel vem agindo no atual processo de paz.

O líder do grupo militante palestino Hamas, Abdel Aziz Al-Rantissi, ameaçou romper com o cessar-fogo se Israel não libertar todos os 6 mil palestinos que mantém presos - muitos sem acusação formal.

A própria Autoridade Palestina recebeu a notícia da libertação com ceticismo.

"Esta decisão só foi tomada para que Ariel Sharon possa se livrar da pressão americana em todos os aspectos do plano", afirmou o ministro para assuntos de prisioneiros da organização, Hisham Abd al-Raziq.

O grupo de prisioneiros deverá ser formado por 210 militantes de organizações islâmicas, 210 aliados do presidente Yasser Arafat e outros 120 presos por crimes comuns.

Israel não incluiu nenhum prisioneiro que tenham participado diretamente de ataques contra israelenses.

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