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Sharon insiste na construção de cerca de segurança
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou nesta terça-feira que seu país continuará a construir uma polêmica cerca de separação entre Israel e os assentamentos judaicos e os territórios palestinos na Cisjordânia. A declaração foi feita durante discurso na Casa Branca, em Washington, após encontro para discutir o processo de paz no Oriente Médio com o presidente americano, George W. Bush. A cerca é motivo de controvérsias, já que os palestinos acusam Israel de se apropriar ilegalmente de terras palestinas ao longo de toda a sua extensão. Sharon afirmou que vai fazer todo o esforço possível para que a construção, ao seu entender necessária para a segurança dos israelenses, não cause problema à vida cotidiana dos palestinos. Sem detalhes O líder israelense explicou que não tratou de detalhes sobre o traçado da cerca com Bush. Na segunda-feira, Sharon havia discutido o assunto com a assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice. Bush disse esperar que, "a longo prazo, a cerca seja irrelevante". O presidente americano admitiu, no entanto, que o assunto é "delicado" e afirmou que Israel deve pesar as conseqüências de todos os seus atos à medida que o processo de paz avança. Após quase três anos de levante armado palestino, na chamada segunda Intifada, com dezenas de atentados nas cidades israelenses, o governo de Sharon vê a cerca de separação com a Cisjordânia como uma forma de barrar a entrada de militantes suicidas. O presidente americano elogiou as recentes medidas do governo israelense como um passo positivo para a proposta de paz no Oriente Médio. Entre essas medidas estão os planos de libertação na próxima semana de 540 presos palestinos grande parte deles integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica. O presidente dos Estados Unidos elogiou ainda o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, recebido por ele em Washington no final da semana passada. Tanto Bush quando Sharon, no entanto, observaram que os líderes palestinos precisam aumentar os seus esforços no combate ao que ambos qualificaram como grupos terroristas, como o Hamas e o Jihad Islâmico. |
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