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Atualizado às: 07 de maio, 2006 - 16h19 GMT (13h19 Brasília)
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Bolívia nomeia novos diretores para nacionalizadas
Governo boliviano tem evitado falar em "cofiscos" de propriedade
O governo boliviano deve nomear nesta segunda-feira os diretores das três empresas de petróleo nacionalizadas na semana passada, que deixaram de ser controladas pela espanhola Repsol, pela British Petroleum e Enron e pela Shell, informaram fontes oficiais à agência de notícias EFE.

Em entrevista à radio Erbol, o presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado, afirmou que a partir desta semana o governo vai começar a reorganizar o setor energético de acordo com o decreto do presidente Evo Morales, que outorga à YPFB 50% mais uma das ações de cinco companhias.

As firmas afetadas são a Chaco, da britânica British Petroleum; Andina, da hispano-argentina Repsol YPF, e Transredes, da anglo-holandesa Shell em associação com a Enron americana. Chaco, Andina e Transredes terão seus diretores indicados nesta segunda. As três eras dirigidas pelas multinacionais, que tinham metade da participação acionária e o apoio dos sócios minoritários.

FCC

O resto das ações correspondia a um depósito especial denominado Fundo de Capitalização Colectiva (FCC), gerido pelos fundos de pensão em nome de cidadãos bolivianos.

No caso da Andina e da Chaco, o governo Morales nacionalizou 3% das ações, já que o FCC representava 48% do total. No caso da Transredes, o governo nacionalizou 17% do total das ações, uma vez que o FCC tinha somente 34%.

A situação da Petrobrás Bolivia Refinanciación, subsidiária da Petrobrás brasileira e da Compañía Logística de Hidrocarburos da Bolívia, é diferente, já que o Estado boliviano não tem ações em nenhuma das duas companhias.

Mesmo com a transferência de ações de multinacionais para o governo, as autoridades de La Paz têm evitado usar a palavra "confisco" para se referir ao processo, que transfere o controle absoluto do setor para a YPFB.

Alvarado confirmou que já houve conversações com a Repsol e com a Petrobrás e que nesta semana vão haver reuniões com representantes das duas empresas.

A nacionalização decretada por Morales na segunda-feira passada, que foi acompanhada da ocupação dos campos de petróleo e de instalações de gás pelo exército e pela polícia, também vai ser discutida na Cúpula América Latina- União Européia, que se realiza entre os dias 11 e 13 de maio em Viena e na qual o presidente Evo Morales deve comparecer.

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