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EUA: Katrina afeta confiança de consumidores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A confiança do consumidor americano sofreu a pior queda dos últimos 15 anos em setembro, enquanto os Estados Unidos tentam lidar com a alta do petróleo e o impacto do furacão Katrina. O índice de confiança do consumidor caiu 18,9 pontos para 86,6, depois de ter registrado 105,5 pontos em agosto. Com a queda, o índice chegou ao seu nível mais baixo de quase dois anos, e ficou bem abaixo da previsão dos analistas, de 98 pontos. A confiança do consumidor é uma medida econômica fundamental nos Estados Unidos, já que os gastos dos consumidores correspondem a dois terços da economia nacional. 'Grau de incerteza' "O furacão Katrina, junto ao aumento dos preços da gasolina e a uma perspectiva menos otimista no mercado de empregos, empurrou a confiança do consumidor para seu nível mais baixo em quase dois anos e criou um grau de incerteza e preocupação em relação ao futuro próximo", disse Lynn Franco, a diretora do instituto de pesquisas associado ao órgão que mede a confiança do consumidor nos EUA. "Historicamente, choques têm tido impacto a curto prazo na confiança do consumidor, especialmente nas expectativas dos consumidores." Outros números mostram que a venda de casas novas teve a maior queda dos últimos nove meses em agosto, superando os esperados 9,9%. Os números podem ser um sinal de que o recente aumento das taxas de juros pelo Fed - o Banco Central americano - podem estar começando a desacelerar o mercado imobiliário. A confiança do consumidor, no entanto, reflete os recentes relatórios que mostram aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos como um resultado direto da passagem do furacão Katrina. O furacão também empurrou o preço do petróleo para níveis recorde, o que quer dizer também que as famílias americanas vão pagar mais pela energia em suas casas. A pesquisa que mede o índice de confiança do consumidor concluiu ainda que os americanos estão consideravelmente menos otimistas em relação a suas atuais condições. Aqueles que acreditam que as condições atuais são "boas" representam apenas 25,2% dos entrevistados - de 29,7% da pesquisa anterior - e os que acreditam que as condições são ruins aumentaram de 2,6% para 17,7% dos entrevistados. Os consumidores também alegam que está mais difícil arrumar emprego e que acreditam que as condições vão piorar nos próximos seis meses. |
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