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Quatro candidatos lançam campanha à direção da OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os quatro candidatos a chefiar a Organização Mundial do Comércio (OMC) lançaram campanha nesta quarta-feira em Genebra prometendo trabalhar por acordos justos para os países em desenvolvimento. A disputa envolve um representante europeu, o francês Pascal Lamy, e três candidatos de países que tradicionalmente denunciam as barreiras impostas ao livre comércio pelos Estados Unidos e a Europa: Luis Felipe de Seixas Corrêa, do Brasil, Jaya Krishna Cuttaree, das Ilhas Maurício e Carlos Perez del Castillo, do Uruguai. A OMC estabeleceu um cronograma para a escolha do seu próximo diretor, para evitar as divisões políticas presenciadas há seis anos. Na ocasião da última escolha, a falta de consenso entre os países-membros – que hoje totalizam 148 – acabou resultando na divisão do mandato entre o neozelandês Mike Moore e o atual diretor, o tailandês Supachai Panitchpakdi, que deixa o posto em agosto. A campanha vai durar até o fim de março, quando o secretário do Conselho Geral tentará reduzir a lista de concorrentes para apenas dois, antes da definição do novo diretor até o fim de maio. Candidato europeu Lamy é o candidato de maior projeção internacional, após ter encabeçado as relações comerciais da União Européia com o resto do mundo. Isso, porém, não lhe garante favoritismo absoluto, alertam especialistas. "Vocês podem ter certeza de minha capacidade de resistir a pressões", disse Lamy nesta quarta-feira. Ele lembrou que foi "um dos autores" da atual rodada de negociações de comércio iniciada em Doha, no Qatar, em 2001. O uruguaio Perez de Castillo é o candidato com maior experiência dentro da OMC, onde já foi secretário do Conselho. Ele afirma ter vasto apoio entre os países latino-americanos. O voto latino, porém, deve ser dividido com Seixas Corrêa, embaixador do Brasil junto à OMC. Como o Brasil lidera o G20, grupos de países em desenvolvimento que formaram o bloco para negociar em posição de força diante dos países ricos, o brasileiro é um forte candidato. Jaya Krishna Cuttaree, chanceler das Ilhas Maurício, afirma conta com o apoio de cerca de 60 países do bloco de países pobres da África, do Caribe e do Pacífico. "Acho que é justo que o mundo em desenvolvimento tenha uma chance na OMC", declarou Cuttaree, afirmando que os Estados Unidos nomearam os diretores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. |
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