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Petróleo bate novo recorde na Europa e nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O barril de petróleo atingiu nesta terça-feira o seu maior preço em mais de 20 anos na Europa e nos Estados Unidos devido aos problemas mundiais de fornecimento. Em Nova York, o preço do barril de petróleo cru do tipo leve chegou a ser negociado ao valor recorde de US$ 51,29 e fechou a US$ 51,09. O aumento no preço nos Estados Unidos se deve principalmente por causa de problemas no Golfo do México, onde a produção foi interrompida pelos furacões que atingiram a região. Cerca de 29% da produção de petróleo, ou 480 mil barris por dia, permanece suspensa, três semanas após a passagem do furacão Ivan. Em Londres, o barril do tipo Brent também bateu recorde de preço ao chegar a US$ 47,15, antes de cair para US$ 46,93 ao final do dia. Segundo analistas, o efeito dos furacões nos Estados Unidos e temores a respeito da situação política na Nigéria, especialmente nas áreas produtoras de petróleo do país, estão adicionando pressão extra aos preços. Outros motivos de preocupação no mercado são os recentes choques entre forças de segurança da Arábia Saudita e militantes islâmicos na capital do país, Riad, além dos problemas de segurança no Iraque.
Perigo "Levou um tempo para que o mercado reconhecesse que a situação no Golfo do México é séria", afirmou o analista americano Seth Kleinman. "A produção nos Estados Unidos está se recuperando lentamente após o furacão Ivan, e as pessoas estão preocupadas com o baixo nível nas reservas de petróleo cru e destilado com a chegada do inverno", disse Tetsu Emori, estrategista-chefe de commodities da bolsa Mitsui Bussan em Tóquio. "As pessoas ainda se preocupam com a situação na Nigéria e no Iraque. Com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) produzindo praticamente em sua capacidade máxima, qualquer problema na exportação desses dois países pode desequilibrar a oferta e a demanda. É uma situação muito perigosa." Na semana passada, o preço do petróleo ultrapassou a marca dos US$ 50 pela primeira vez. Os preços voltaram a baixar após um acordo entre rebeldes na Nigéria, e o governo voltou a garantir a produção na região. A produção de cerca de 2,3 milhões de barris por dia estava ameaçada. Mas operadores continuam preocupados com a situação na Nigéria, assim como no Iraque, onde sabotadores têm atacado oleodutos constantemente. Os dois países juntos produzem mais de 4,5 milhões de barris por dia – mais do que o dobro da quantidade reserva que os países membros da Opep têm capacidade de produzir. Os dados sobre as reservas de petróleo nos Estados Unidos, que devem ser divulgados nesta quarta-feira, podem indicar qual a situação dos fornecedores de petróleo nas semanas que antecedem o inverno no hemisfério norte. |
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