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Preço do petróleo bate recorde e beira os US$ 45 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo voltou a bater recordes nesta segunda-feira e beirou o patamar de US$ 45 por barril em meio à escalada da violência no Iraque. Uma das principais razões da alta do preço foi a notícia de que uma empresa petrolífera interrompeu a exploração no sul do Iraque após ameaças de rebeldes xiitas. O barril de petróleo cru para entrega em setembro chegou a ser negociado a US$ 44,99 na Bolsa Mercantil de Nova York, antes de recuar para US$ 44,80 na manhã desta terça-feira. Um alto funcionário da iraquiana Southern Oil Company declarou, pedindo para não ter seu nome revelado, que a empresa havia parado de bombear petróleo por "razões de segurança" após ameaças de atentados em Basra de militantes leais ao clérigo xiita Moqtada Al-Sadr. Cerca de 1,8 milhão de barris, ou 90% das exportações do Iraque, passam pelo porto de Basra diariamente. Se a produção local não se normalizar, até o final da semana o mercado mundial perderá 1,5 milhão de barris de petróleo diários. Sabotagem Na sexta-feira, o barril de petróleo havia atingido US$ 44,77 em Nova York. Em Londres, o preço do petróleo cru do tipo Brent subiu 40 centavos, chegando a US$ 41,03 em meio a temores de que militantes possam lançar novos ataques contra as instalações petrolíferas do país. Insurgentes sabotaram refinarias e oleodutos durante períodos anteriores de distúrbios, prejudicando o fornecimento de petróleo de um país que controla a segunda maior reserva comprovada de petróleo no mundo, atrás apenas da Arábia Saudita. Combates esporádicos vem ocorrendo em várias partes da cidade de Najaf nos últimos cinco dias. Seguidores de Sadr também tomaram as ruas da cidade de Basra, no sul do país, onde cerca de 150 militantes andaram pela cidade portando armas e morteiros na segunda-feira. Analistas afirmam que a contínua incerteza sobre o futuro da gigante russa do petróleo Yukos também vem agitando o mercado do produto. Há temores de que a Yukos, responsável por cerca de 2% da produção mundial, pode ser forçada a suspender sua produção por causa de uma disputa com o governo da Rússia por causa de uma dívida bilionária da empresa com o fisco. Notícias na segunda-feira de que um tribunal russo apoiou a alegação da Yukos de que oficiais de justiça apontados pelo governo confiscaram injustametne alguns de seus bens não conseguiram tranqüilizar muito o mercado. |
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