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EUA criam metade dos empregos esperados em junho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A economia dos Estados Unidos criou menos da metade de novos empregos que eram esperados e a taxa de desemprego no país se manteve em 5,6% no mês de junho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira. Segundo relatório do Departamento do Trabalho do governo americano, 112 mil novos postos de trabalho foram criados no mês passado. Economistas esperavam 250 mil. Com isso, a taxa de desemprego permanece inalterada pelo terceiro mês consecutivo – apesar da presente recuperação da economia americana. O desemprego é considerado um dos principais temas da campanha para as eleições presidenciais de novembro. Temporários “O relatório é decepcionante em várias áreas”, afirmou a economista Kathleen Stephansen, diretora de economia global do banco Credit Suisse First Boston, em Nova York. Os principais pontos negativos, segundo ela, foram a constatação de que os empregados estão trabalhando menos horas por semana e a queda do total de pessoas empregadas na indústria. O setor cortou 11 mil empregos em junho, ao contrário dos últimos três meses, quando o saldo da criação de postos de trabalho foi positivo. Outra constatação que emergiu do levantamento foi a de que 306 mil empregos temporários foram criados desde abril, alimenando críticas à política econômica do governo George W. Bush. Os críticos dizem que os empregos que estão sendo criados agora pagam salários bem menores do que os 1,2 milhão de postos de trabalho perdidos desde que Bush assumiu o poder, em 2001. Mas os números revelados pelo relatório não significam a redução do ritmo da recuperação econômica americana, de acordo com alguns analistas. “Nós precisaríamos de um pouco mais de evidências antes de começar a ver uma desaceleração da economia”, disse Henry Willmore, economista-chefe do banco Barclays Capital, em Nova York. Outros economistas dizem que o dado sobre criação de empregos justifica a decisão do Fed, o Banco Central americano, de promover um aumento de apenas 0,25 ponto percentual da taxa de juros. |
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