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Fed aumenta juros nos EUA de 1% para 1,25% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) aumentou a taxa de juros de curto prazo pela primeira vez em quatro anos. A taxa passou de 1% para 1,25%. O patamar anterior era o mais baixo dos últimos 46 anos. Como conseqüência do aumento de 0,25 ponto percentual, os bancos comerciais devem aumentar suas taxas para empréstimos de curto prazo a consumidores e empresas. A taxa básica dos bancos comerciais, que estava em 4%, deve subir para 4,25%. Economia e eleições A economia americana tem sido um dos assuntos mais quentes na campanha presidencial, com o presidente George W. Bush insistindo que há uma recuperação da economia e sendo atacado pelo candidato democrata, John Kerry, que afirma que a classe média está sofrendo com a política econômica do governo. Analistas acreditam que o eleitores devem sentir pouco o impacto das ações do Fed até novembro, quando serão realizadas as eleições. Depois de dois dias de discussões, o comitê do Fed decidiu que as taxas de juros podem subir gradualmente para afastar um possível aumento da inflação. Em comunicado, o BC americano afirma que as taxas de juros podem subir moderadamente, mas manteve a possibilidade de uma ação mais agressiva se for necessário. "O comitê vai responder às mudanças nos prospectos da economia se for necessário, para cumprir sua obrigação de manter a estabilidade de preços", afirma nota divulgada pelo órgão. A última avaliação do Fed sobre o estado da economia americana foi otimista. O banco acredita que a economia está se expandindo em um ritmo sólido e que o mercado de trabalho está melhorando. Com relação à inflação, o Fed acredita que "apesar do nível da inflação estar de certa forma elevado, parte do aumento nos últimos meses parece ser resultado de fatores transitórios". O economista John Hughes, analista de mercados do Shields & Co., disse que o aumento dos juros americanos foi a "maior não surpresa do ano". Ao analisar o comunicado do comitê, presidido por Alan Greespan, Hugues disse que "ele sugere que Greenspan não está tão preocupado com a inflação e faz sentido continuar falando de ritmo moderado". |
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