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Latinos devem seguir modelo de acordo entre Brasil e UE, diz México | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O acordo de livre comércio que está sendo negociado entre o Mercosul e a União Européia deve estimular negociações semelhantes entre outros grupos de países latino-americanos e a Europa. A afirmação foi feita pela subsecretária de Relações Econômicas de Cooperação Internacional da Secretaria de Relações Exteriores do governo mexicano, Lourdes Dieck, que está em Guadalajara, no México, para a III Cúpula América-Latina, Caribe e União Européia. “A Comunidade Andina e a América Central têm planos de começar (uma negociação como a do Mercosul com a União Européia), mas ainda estão definindo os termos dessas discussões”, disse Lourdes. Pelo menos 39 chefes de Estado e governo são esperados para a reunião de cúpula, que começa na sexta-feira. Entre eles estarão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente francês, Jacques Chiraq, o chanceler alemão, Gerhard Schröder, e o presidente anfitrião, Vicente Fox. Mas o número ainda pode crescer, como explicou Lourdes Dieck. “No momento, sabemos que Cuba será representada pelo chanceler Pérez Roque. Não temos a informação se virá também o comandante Fidel Castro, mas em reuniões desta natureza, a confirmação pode chegar com apenas algumas horas de antecedência”, disse Lourdes. Bases acordadas De acordo com a representante mexicana, até o fim da tarde de terça-feira, 75% da declaração final da cúpula já estava fechada. As delegações participantes tinham até o fim da terça para acertar as propostas que contarão no texto final, que tratará basicamente de duas questões: multilateralismo e interesses sociais. “Estamos trabalhando na declaração política, tratando de assegurar os consensos para que ela seja outorgada pelos ministros e depois pelos chefes de Estado e governo”, explicou Lourdes. Nesta quarta-feira, os representantes de cada país devem redigir a minuta do texto final, que no dia seguinte será avaliado pelos ministros das relações exteriores dos países participantes. Na sexta-feira, será o dia das discussões entre chefes de governo e Estado. Apesar de a cúpula não tratar diretamente de assuntos comerciais, as negociações como as do Mercosul com a União Européia correrão paralelamente ao evento oficial. Um dos objetivos da cúpula é justamente abrir caminho para esse tipo de negociações, como diz a representante mexicana. “O tema do multilateralismo está muito avançado. Estamos discutindo a melhor maneira de definir o que queremos, até que ponto queremos caminhar juntos e aonde vamos levar esta relação birregional, dos pontos de vista político, econômico e de cooperação”, declarou Lourdes Dieck. |
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