|
Mercosul e UE fazem balanço positivo de reunião em Bruxelas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A semana de negocições, em Bruxelas, entre o Mercosul e a União Européia (UE), para a criação de um acordo de livre comércio, foi positiva, segundo a avaliação de representates dos dois blocos. "Essa semana de negociações técnicas foi o momento crucial para manter o nosso compromisso de fechar um acordo ambicioso", avaliou um dos principais negociadores da UE, Herve Jouanjean. "A partir de agora, temos uma agenda intensa para concluir as negociações", acrescenta. Durante o encontro, foi feito um avanço “inédito”, em que a UE apresentou uma oferta para os produtos agrícolas processados (PAP) sul-americanos. A proposta dará ao Mercosul, caso o acordo seja fechado até outubro deste ano, a possibilidade de aumentar as suas exportações no setor em 1 bilhão de euros (R$ 3,6 bilhões). "Mais uma vez ficou claro que os dois blocos têm vínculos fortes, não apenas nos seus valores, mas também na ambição de aumentar seus mercados", disse o vice-chanceler argentino, Martìn Redrado. As ofertas do Mercosul, apresentadas em abril, na capital argentina, cobrem o setor de telecomunicações e mercado de investimentos. Açúcar Na próxima semana, dia 11, os dois blocos trocarão seus pedidos de melhorias nas ofertas feitas até agora. Sabe-se, desde já, que o Mercosul vai reivindicar cotas para começar a exportar açúcar para a UE. Além disso, vai pedir que a UE aumente as importações de produtos derivados do leite. Dessa forma, os dois maiores países do bloco sul-americano, Brasil e Argentina, serão beneficiados. O bloco europeu, em contrapartida, quer o direito de participar das licitações públicas dos países do Mercosul, ou seja, quer entrar no mercado chamado compras governamentais. Agenda Os embaixadores sul-americanos afirmam que essa é uma negociação que deve ser feita por ministros e não técnicos. Por isso, ela deverá ocorrer em Guadalajara, no México, durante a cúpula do Caribe, América Latina e UE, no final deste mês. "O Mercosul oferece a discussão sobre transparência, ou seja, aceita informar a UE sobre todas as licitações internas e externas que fará. Mas não podemos dar acesso aos europeus às nossas concorrências internas", diz o embaixador brasileiro junto às comunidades européias, José Alfredo Graça Lima. "Não temos uma área de pesquisa tão desenvolvida para abrir o acesso a compras governamentais", concorda Redrado. "É a única forma que temos para proteger a nossa indústria", conclui. Novas reuniões de negociações técnicas entre os dois blocos acontecerão em junho, em Buenos Aires, e em julho, em Bruxelas. Essa pressa é justificada pelo Mercosul e pela UE como sendo a única forma de cumprir a agenda e fechar o acordo em outubro deste ano. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||