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Atualizado às: 27 de abril, 2004 - 19h44 GMT (16h44 Brasília)
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Brasil condiciona negociação da Alca à política agrícola dos EUA

Peter Allgeier (esq.) e Adhemar Bahadian
Allgeier e Bahadian dividem a presidência das negociações
O futuro das negociações sobre a Alca vai depender da postura dos Estados Unidos sobre a questão da agricultura, de acordo com o co-presidente brasileiro das negociações sobre o bloco, Adhemar Bahadian.

"As negociações da Alca vão depender das posições que os Estados Unidos adotarem quanto à agricultura e à política industrial."

A declaração foi feita um dia depois de um painel da Organização Mundial do Comércio ter tomado uma decisão contrária aos americanos em uma queixa do Brasil sobre subsídios concedidos a produtores de algodão.

Bahadian disse que ficou bastante satisfeito com a decisão da OMC “porque ela sinaliza a importância da eliminação dos subsídios agrícolas do comércio global”.

“Se não houvesse subsídios agrícolas, não haveria a necessidade de nenhum acordo de livre comércio”, disse ele. Mas seu colega americano na presidência das negociações da Alca, Peter Allgeier, disse que seu país vai entrar com um recurso contra a decisão.

Menos ambição

Allgeier e Bahadian discursaram nesta terça-feira na Cúpula Brasil 2004, um evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York.

O diplomata brasileiro disse que os representantes do Brasil e dos Estados Unidos – países que dividem a presidência das negociações - devem se reunir nas proximas semanas para prosseguir nas negociações sobre a criação da Área de Livre Comércio das Américas.

Além da agricultura, ele destacou as discussões sobre propriedade industrial como fundamentais para o futuro das negociações.

Allgeier, por sua vez, afirmou que o melhor é tomar como ponto de partida a última rodada de conversações, que aconteceu em dezembro passado em Miami, adotando um “caminho plurilateral”.

“Estamos convencidos que a adoção de níveis mais modestos de ambições é o melhor para os 34 países participantes”, disse Allgeier.

“Por outro lado, é preciso reconhecer que a integração comercial das Américas depende de uma série de direitos e deveres comuns para esses mesmos 34 países.”

Ele também afirmou que o governo americano continua “comprometido com um nível maior de liberação comercial.”

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