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Brasil consegue apoio para mudança nos cálculos do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Planejamento, Guido Mantega, conseguiu o apoio dos principais países latino-americanos para a Carta de Lima, que pede mudanças na maneira de o Fundo Monetário Internacional (FMI) contabilizar os gastos dos países para que os investimentos em infra-estrutura não sejam considerados despesas. A Carta de Lima foi divulgada por Mantega e o ministro da Fazenda do Peru, Pedro Paulo Kuczynski, no fim da tarde desta terça-feira. A mudança defendida pelo Brasil liberaria um volume considerável de recursos para o Brasil, já que os bancos de investimentos têm recursos sobrando, e o país não pode aceitá-los para não reduzir o superávit primário combinado com o FMI. Segundo Mantega, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) tem US$ 3 bilhões em projetos já aprovados que o governo brasileiro não pode sacar para não comprometer o superávit. Metas Mesmo se não renovar o acordo com o Fundo depois do vencimento, em dezembro, como afirmou nesta terça-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o governo quer manter as metas para não passar por "irresponsável" na visão dos investidores. "Sem investimento não há crescimento", diz Mantega. O governo brasileiro quer apresentar o apoio dos membros do BID na reunião anual do FMI, em Washington, daqui a duas semanas, para tentar convencer a instituição a realizar a mudança. |
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