BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 03 de fevereiro, 2004 - 11h56 GMT (09h56 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Grupo sueco quer comprar parte da Parmalat no Brasil

Dossiê da PriceWaterhouseCoopers mostrou exageros no faturamento
O grupo sueco Arla, uma das maiores empresas do setor de laticinios da Europa, está interessado em comprar parte da Parmalat no Brasil.

O assessor de imprensa do grupo na Suécia, Louis Honoré, confirmou o interesse à BBC Brasil, mas disse que ainda não foi feito nenhum contato oficial com a Parmalat sobre o assunto.

Em entrevista ao jornal econômico italiano Il Sole 24 Ore, o presidente da companhia, Aake Modig, afirmou que, no momento, há interesse na eventual compra das sociedades da Parmalat que operam nos países onde eles já têm uma clientela, “sobretudo no Brasil”.

Modig disse ainda que se a multinacional italiana colocar à venda unidades que os interessam, eles vão avaliar a aquisição utilizando o credito que o grupo sueco tem com a Parmalat, de cerca de US$ 5 milhões.

Dúvidas

“Acredito que o novo administrador, Enrico Bondi, tentará manter em funcionamento a área de laticínios na esperança de encontrar um comprador”, disse Modig na entrevista. “Mas penso que não será fácil pois ainda há muitas dúvidas a respeito da contabilidade do grupo.”

A Arla, depois da fusão com a dinamarquesa MD Foods em 2000, passou a ser uma cooperativa de propriedade de 13 mil produtores de leite, que fornecem 7 bilhões de litros por ano.

Para conhecer as intenções do comissário extraordinário da Parmalat e saber se há possibilidade que parte do grupo no Brasil seja vendido, o ministro da Reforma Agrária, Miguel Rosseto, e dois deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito estão nesta terça-feira em Milão, onde encontram Enrico Bondi.

“Precisamos entender se a Parmalat no Brasil é recuperável ou se o governo deve intervir”, disse à BBC Brasil Vitorio Medioli, um dos deputados da CPI que estarão no encontro com Bondi. “Eles não podem tomar uma atitude drástica que possa criar problemas sociais sérios no país”, alertou Medioli.

Os parlamentares e o ministro querem também verificar os dados publicados pelos revisores das contas da Parmalat, a Price Waterhouse, que dão o Brasil como uma das maiores fontes de prejuízo.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade