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Atualizado às: 19 de janeiro, 2004 - 23h43 GMT (21h43 Brasília)
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Polícia prende décimo envolvido no caso Parmalat
Franco Gorreri
Gorreri é amigo do fundador da Parmalat, Calisto Tanzi

A polícia italiana prendeu o presidente de um banco na cidade de Parma, sede do conglomerado da indústria alimentícia Parmalat.

Franco Gorreri, amigo do fundador da Parmalat Calisto Tanzi, deixou o posto que ocupava no banco Monte Parma há uma semana e é a décima pessoa presa no caso do colapso do conglomerado.

O banco informou a investidores que seus depósitos estão seguros.

Tanzi admitiu ter acobertado um rombo de até US$ 10 bilhões no balanço da companhia.

Gorreri foi diretor financeiro da Parmalat até meados da década de 90.

Os investigadores estão tentando saber o que ocorreu com o dinheiro dizendo que a versão dos fatos dada por Gorreri não tem credibilidade.

Foram registradas 25 mil queixas por investidores em uma companhia que perderam seu dinheiro.

Dois outros executivos detidos no caso Parmalat foram levados à sede da companhia para ajudar a buscar dados em uma montanha de documentos.

"Incapacidade"

O ministro da Economia da Itália questionou a incapacidade do banco central do país em antever os problemas financeiros da multinacional Parmalat.

Durante uma audiência no Parlamento italiano, Giulio Tremonti disse que a autoridade deveria ter feito mais para proteger os investidores.

Ele pediu que sejam feitas reformas estruturais nas regras referentes ao mercado financeiro e apresentou planos de um novo sistema de controle.

A medida enfraqueceria significativamente o poder do Banco da Itália, na opinião de alguns analistas.

Mudanças

Para o ministro, a crise da Parmalat "não é industrial, mas, sim, financeira" e a única solução seria uma "reforma orgânica".

Segundo a proposta de Tremonti, o papel de fiscalizar a competição entre instituições financeiras seria repassado do banco central para um órgão antitruste.

O governo também quer criar uma nova autoridade para supervisionar seguradoras e fundos de pensão.

O Banco da Itália ficaria em terceiro lugar na cadeia de fiscalização, assegurando a estabilidade da indústria financeira do país.

As propostas do governo deverão ser votadas no Parlamento nas próximas semanas.

As investigações sobre as operações financeiras da Parmalat, que levaram a companhia a pedir concordata, já completaram quase um mês.

Os problemas da gigante de laticínios se tornaram públicos em dezembro, quando o Bank of America anunciou que as informações sobre uma conta bancária no nome da companhia com cerca de 4 bilhões de euros eram falsas.

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