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UE acena com concessões comerciais
O comissário de Comércio da União Européia, Pascal Lamy, disse nesta quarta-feira que o bloco está disposto a fazer concessões para fazer avançar as negociações para a liberalização do comércio mundial. Lamy disse que o grupo de 15 países europeus pode abandonar a insistência para que as negociações incluam questões como investimentos, concorrência, compras de governo e redução das barreiras burocráticas às trocas entre países. A resistência de países em desenvolvimento a incluir esses itens contribuiu para o fracasso das negociações de Cancún, no México, em setembro. Lamy disse esperar que quaisquer concessões feitas pelo grupo deveriam ter uma contrapartida de mais flexibilidade por parte de outros membros da OMC. "O que nós estamos tentando fazer é testar alterações aqui e lá na nossa posição de negociação com o entendimento de que se nós fizermos isso, outros farão o mesmo", afirmou o comissário de comércio, durante uma visita à sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Equilíbrio "Meu entendimento é que há áreas em que deveríamos mostrar mais flexibilidade." Lamy disse ainda que está considerando opções para "atender a demandas de países em desenvolvimento". Em Cancún, nações em desenvolvimento se recusaram a discutir algumas questões apresentadas pela União Européia, os chamados itens de Cingapura, a não ser que os países desenvolvidos concordassem em reduzir seus subsídios agrícolas. Segundo o comissário da UE, é preciso manter um "equilíbrio" (entre dar e receber) nas negociações. Lamy ressaltou, no entanto, que o bloco se mantém firme no compromisso de "reiniciar" as negociações de comércio globais. |
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