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UE quer ampliar comércio de têxteis com o Brasil
O comissário europeu para o Comércio, Pascal Lamy, afirmou na segunda-feira que a ampliação do mercado têxtil com o Brasil, a Índia e a China faz parte da estratégia da União Européia (UE) para se manter líder no setor após dezembro de 2004, quando acabam as restrições das cotas têxteis mundiais. "Brasil e Índia ainda são mercados muito fechados, porém são mercados crescentes e de grande demanda que interessam muito à UE", disse o comissário. Ampliação do mercado, segundo Lamy, significa mais compras e vendas feitas pela UE. "Claro que a queda do sistema de cotas vai significar mais importações feitas pela UE, mas também teremos aumento nas nossas exportações, principalmente porque a Europa apresenta vantagens comparativas em relação aos outros países, como o alto investimento em tecnologia", disse o representante europeu. Preferência Para o embaixador brasileiro junto à União Européia, José Alfredo Graça Lima, o que a UE busca é a preferência nas negociações depois da eliminação das cotas. "O risco de um acordo com a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e a abertura do mercado têxtil impulsionam as negociações com a Europa", avaliou Graça Lima. "Mas não existe a hipótese de um acordo bilateral entre o Brasil e a UE. O que existe em andamento são negociações com o Mercosul", explicou o embaixador. No dia 12 de novembro, uma comitiva de ministros do Mercosul, liderada pelo chanceler Celso Amorim, estará em Bruxelas para mais uma rodada de negociações para um acordo comercial entre os dois blocos econômicos. Segundo Graça Lima, tanto o setor têxtil, quanto o automotivo já estão sendo discutidos e serão abordados no encontro do dia 12. "O Mercosul - principalmente o Brasil e a Argentina - possivelmente terão mais a ganhar negociando com a Europa do que com a Alca pela flexibilidade maior da UE", concluiu Graça Lima. 'Made in Europe' Os outros dois pontos da estratégia européia para manter a liderança no mercado têxtil são a criação de um selo Made in Europe, que funcionará como um padrão de qualidade, e investimentos na luta contra as falsificações em todos os continentes. Segundo Lamy, a Europa está disposta ainda a reduzir suas próprias tarifas no setor, para que outros países façam o mesmo. "Atualmente as tarifas européias estão em torno de 10 a 15%. As alíquotas brasileiras são de, em média, 25%, e as indianas chegam a 100% em alguns casos", comparou o comissário. O setor têxtil e de vestuário europeu tem 117 mil empresas que, em 2002, registraram um volume de negócios de mais de US$ 300 milhões. Essas empresas representam 2,1 milhões de postos de trabalho, cerca de 4% da produção e 7% do emprego da indústria transformadora da UE. Junto com os Estados Unidos, a UE é o principal player no mercado mundial de produtos têxteis. As trocas comerciais no setor representam 5,8% do comércio total da UE. O acordo têxtil do Brasil com a UE, assinado no ano passado, apresenta 244 produtos brasileiros divididos em dez categorias. Elas abrangem fio de algodão, tecidos cru, algodão tinto, sintético e de fibras sintéticas, camisetas, calças, roupa de cama e mesa e os felpudos. |
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