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Decisão sobre o aço sairá em 'tempo razoável', diz Bush
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que a decisão de retirada das tarifas adicionais sobre o aço importado dependerá de quanto a indústria siderúrgica americana se beneficiou com as barreiras impostas no ano passado. "Estou em um processo de revisão do grau da reestruturação da indústria. Eu tomarei uma decisão dentro de um período de tempo razoável", declarou Bush. O assunto é politicamente delicado para o presidente americano, que tem sido pressionado por empresários e trabalhadores do setor siderúrgico. A indústria representa importantes votos em Ohio, Pensilvânia, Michigan e West Virginia – Estados-chave para a reeleição de Bush. As sobretaxas de até 30% sobre o aço importado foram estabelecidas pelos Estados Unidos em março de 2002. Segundo Bush, a decisão de impor as barreiras tinha o objetivo de dar um espaço para que a indústria nacional se reestruturasse. Retaliações Na segunda-feira, a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou as tarifas adicionais e deu um prazo de 30 dias para que o governo americano se pronunciasse. União Européia, Japão, Coréia do Sul, China, Suíça, Noruega, Nova Zelândia e Brasil, que denunciaram as medidas de salvaguarda, emitiram um comunicado elogiando a decisão da OMC. Na terça-feira, o comissário de comércio da União Européia, Pascal Lamy, afirmou que o bloco vai adotar retaliações econômicas contra os Estados Unidos se Washington não eliminar as tarifas a produtos europeus. As retaliações poderiam chegar a US$ 2 bilhões, incluindo produtos da Flórida, Estado governado pelo irmão de Bush e onde o presidente teve um dos maiores números de votos na eleição de 2000. Segundo um diplomata brasileiro, as sanções européias beneficiariam o mercado siderúrgico no Brasil a médio e longo prazo. "Sempre que um país faz uma retaliação comercial contra outro, cria-se espaço no mercado para um terceiro 'player'. Deve-se levar em conta, porém, que as retaliações da União Européia contra os Estados Unidos são bastante brandas, então os resultados surgirão a médio e longo prazo", afirmou à BBC Brasil uma fonte diplomática da embaixada brasileira em Bruxelas. |
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