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Atualizado às: 13 de setembro, 2003 - 06h21 GMT (03h21 Brasília)
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G-21 se recusa a fazer concessões na agricultura

Manifestantes se vestem como líderes do G-8
Manifestantes se vestem como líderes do G-8

Os países do G-21 se recusam a fazer qualquer tipo de concessão na área agrícola, dentro das barganhas que vão ser negociadas nos próximos dias na reunião ministerial da OMC em Cancún.

Segundo o coordenador do grupo e chefe da delegação brasileira em Cancún, ministro Celso Amorim, "não se pode procurar um equilíbrio dentro de agricultura".

"Estamos numa rodada e entramos nela sabendo que para avançar em agricultura seria necessário negociar em outras coisas".

Há mais quatro áreas em negociação: acesso a mercados não-agrícolas, desenvolvimento, novos temas (incluindo regras de competição e políticas de investimento) e um grupo chamado de miscelânia, que inclui discussões sobre importação de genéricos por países pobres, indicação geográfica de alimentos e bebidas e todos os outros assuntos que não se encaixam nos outros grupos.

Impasses

Amorim só não explicou como países com interesses tão diferentes em outras áreas vão negociar juntos.

Os impasses na questão agrícola continuam sendo os mesmos: o G-21 não quer negociar nada, se não houver avanços na agricultura.

A União Européia (UE) se recusa a ceder na questão essencial para o G-21 da eliminação gradual dos subsídios agrícolas, afirmando que já foi flexível o suficiente com a reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

E quer ver avanços nos novos temas (a inclusão de investimentos e políticas de competição dentro das regras da OMC, principalmente) e em outras áreas.

Os Estados Unidos atá aceitam avançar na questão dos subsídios à exportação, mas não querem redução dos subsídios internos, concedidos via Farm Bill. Além de vir exigindo acesso a mercados do G-21.

"(O representante comercial dos EUA) Robert Zoellick, entrou na reunião com o G-21 dizendo que queria saber o que poderia receber de volta, em agricultura", conta um dos participantes da reunião entre os Estados Unidos e o G-21.

Autorização

E Estados Unidos e UE, que apresentaram uma proposta conjunta de agricultura, afirmam não ter mandato para avançar nas negociaçõpes agrícolas.

O representante de Comércio americano necessitaria da aprovação do Congresso para modificar a Farm Bill e o Comissário de Comércio Europeu teria que pedir autorização do Conselho de Ministros europeu (todo presente à reunião de Cancún) para avançar nas negociações.

"Precisamos de tempo para discutir dentro das delegações", afirmou o ministro Amorim. Não gostaria de ir para um salão verde (no jargão da OMC, uma reunião com um pequeno grupo de países que tenta tirar uma solução).

Apesar disto, os porta-vozes da UE disseram que esperam ver a reforma reconhecida como um esforço de flexibilidade no documento de sábado e que têm a impressao "de que as traves estão mudando de lugar", observou Gregor Kreuzhuber, porta-voz de agricultura da UE.

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