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Banco Mundial defende abertura de países ricos
O Banco Mundial instou os países ricos a abrir seus mercados, fechando um acordo comercial que leve em conta os interesses dos países em desenvolvimento. Em documento divulgado na quarta-feira, o Banco disse que um acordo que leve em conta o interesse dos países em desenvolvimento pode acelerar o crescimento e tirar da pobreza 144 milhões de pessoas em 2015. Esse tipo de acordo, segundo o estudo, pode estimular a recuperação econômica da América Latina. "É crucial remover barreiras e subsídios nos países ricos", disse Richard Newfarmer, assessor econômico do Banco e autor do estudo. Agricultura O estudo do Banco Mundial põe pressão sobre os países ricos pouco antes da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), na semana que vem, em Cancún. Os países ricos, segundo o Banco, deveriam mostrar "liderança, reduzindo a proteção à agricultura e cortando tarifas altas contra produtos manufaturados de países em desenvolvimento". Mas o estudo também diz que os países em desenvolvimento precisam fazer sua parte. Cita o caso dos exportadores latino-americanos que enfrentam "tarifas sete vezes" mais altas na América Latina do que em países ricos. "Altas barreiras ao comércio entre países de renda média prejudicam os pobres nesses países tanto quanto as barreiras dos países ricos", disse Guillermo Perry, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina. Perspectivas O relatório projeta um crescimento anêmico de apenas 1,5% da economia dos países industrializados neste ano, que deverá chegar a 2,5% em 2004. Para a América Latina, o Banco Mundial prevê um crescimento de 1,8% neste ano, depois de uma queda de 0,8% em 2002. A expansão da região deve se acelerar em 2004, segundo o estudo, chegando a 3,7%. O comércio mundial deve crescer apenas 4,6% neste ano, um pouco mais do que em 2002, mas menos da metade da expansão registrada em 2000, segundo o estudo. |
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