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Mercosul 'rejeita' proposta americana e européia na OMC
O Brasil conseguiu o apoio dos outros membros do Mercosul e dos países associados, Bolívia e Chile, na rejeição à proposta para a agricultura apresentada pelos Estados Unidos e União Européia para a reunião de Cancún, no México, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Uma declaração conjunta dos seis países, aprovada nesta sexta-feira durante reunião de cúpula extraordinária do bloco em Assunção, no Paraguai, considera as propostas “insuficientes para o êxito da reunião ministerial de Cancún”. Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o apoio dos sócios fortalece a posição brasileira. “É um mandato para continuarmos negociando”, afirmou. O documento dá aos representantes do bloco instruções para que “continuem explorando alternativas que levem a resultados transparentes, equilibrados e substantivos nos três pilares da negociação”. Proposta Os três pontos mais importantes para o Brasil e seus parceiros do Mercosul são ajuda interna, subsídios às exportações e acesso do Mercosul aos mercados americano e europeu. A proposta dos Estados Unidos e da União Européia - preliminares às negociações de liberalização do comércio mundial que acontecerão em Cancún, em setembro – não explicita pontos importantes para o Brasil como, por exemplo, a relação de produtos que terão seus subsídios eliminados. Outro ponto inaceitável, segundo Amorim, é o que propõe a retirada da classificação de países em desenvolvimento (e, portanto, com mais concessões) dos que tem elevado superávit comercial no setor agrícola. Justamente o caso dos sócios do Mercosul. “A proposta é ruim no que é específica, e no que poderia ser boa ela é vaga”, avalia o ministro. Peru - Mercosul Amorim disse que o governo vai redobrar esforços para fechar o acordo de ingresso do Peru no Mercosul como membro associado até o dia da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, no domingo, dia 24 de agosto. Em uma reunião preliminar nesta sexta-feira em Assunção entre os chanceleres, ficou determinado que haverá um encontro de vice-ministros das Relações Exteriores nos dias 21 e 22, em Lima e, se necessário, uma reunião de ministros no dia seguinte. Tudo para que as pendências sejam resolvidas até a viagem de Lula. O presidente ficará em Lima nos dias 24 e 25. No dia 25 à noite, ele seguirá para Caracas, na Venezuela. |
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