BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 14 de agosto, 2003 - 15h40 GMT (12h40 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil continua com menos de 1% do mercado mundial
Supachai
Supachai diz que mais acesso impulsiona desenvolvimento

Apesar de ter exportado 4% mais em 2002 na comparação com 2001, a participação das exportações de bens do Brasil se manteve em 0,9% do total mundial, segundo relatório anual da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgado nesta quinta-feira.

Ainda de acordo com a organização, o comércio mundial deve ter um crescimento modesto este ano, inferior a 3%, semelhante aos 2,5% registrados em 2002.

No ano passado, a crise econômica na América Latina teve profundos reflexos no comércio da área, que registrou uma queda de 7% nas importações de mercadorias, a maior de todas as regiões do mundo, segundo a OMC.

Na Argentina, a queda foi de 55% e no Brasil, 15%. A crise afetou o comércio dentro do Mercosul e os países do bloco registraram um aumento nas exportações de bens de apenas 1%. O Brasil conseguiu exportar mais porque depende menos do comércio intrabloco.

Comércio Sul-Sul

Na década de 1990, as exportações e importações da América Latina tinham crescido invariavelmente acima da média do resto do mundo, segundo o relatório anual da OMC.

De acordo com o estudo, entre 1990 e 2001, o comércio Sul-Sul - venda de bens e serviços entre os países em desenvolvimento - cresceu mais do que as trocas comerciais no mundo.

Nesse período, a participação do comércio entre esses países passou de 6,5% para 10,5% do total mundial.

Mas a maior expansão foi registrada nos países da Ásia.

Comparações

Na América Latina, o crescimento médio anual das exportações de mercadorias entre 1990 e 2000 ficou em 9%, impulsionado especialmente pelo México, que registrou uma expansão média anual de 15%.

Entre 1990 e 2001, as exportações brasileiras para outros países em desenvolvimento cresceram, em média, 9% ao ano.

No mesmo período, em média anual, as da China aumentaram 13,8%, da Índia, 15,2%, da Coréia do Sul, 14,4%, da Tailândia, 13,1%.

Nesses anos, as importações brasileiras de países em desenvolvimento tiveram expansão média anual de 7,7%. As do México, 24,7%, da China, 14,4%, da Índia, 13,3%, da Coréia do Sul, 13,6%, e da Tailândia, 8,2%.

Doha

Para a OMC, as tarifas elevadas de importação, especialmente sobre carros, vestuário e agricultura, impedem o aprofundamento do comércio Sul-Sul.

Por isso, o relatório destaca que a Rodada de Doha - negociações de liberalização do comércio mundial lançadas em 2001 - pode ser "uma importante fonte de ganhos de eficiência e um meio de aumentar o comércio entre países desenvolvidos e em desenvolvimento".

Desde o seu lançamento, a Rodada de Doha não conseguiu cumprir nenhum dos prazos previstos, e atualmente está em um impasse, especialmente por falta de avanços nas negociações agrícolas.

Segundo o diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, o maior acesso de produtos de países em desenvolvimento aos mercados e maior "eqüidade" nas regras da Organização podem "impulsionar o desenvolvimento".

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade