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Brasil continua com menos de 1% do mercado mundial
Apesar de ter exportado 4% mais em 2002 na comparação com 2001, a participação das exportações de bens do Brasil se manteve em 0,9% do total mundial, segundo relatório anual da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgado nesta quinta-feira. Ainda de acordo com a organização, o comércio mundial deve ter um crescimento modesto este ano, inferior a 3%, semelhante aos 2,5% registrados em 2002. No ano passado, a crise econômica na América Latina teve profundos reflexos no comércio da área, que registrou uma queda de 7% nas importações de mercadorias, a maior de todas as regiões do mundo, segundo a OMC. Na Argentina, a queda foi de 55% e no Brasil, 15%. A crise afetou o comércio dentro do Mercosul e os países do bloco registraram um aumento nas exportações de bens de apenas 1%. O Brasil conseguiu exportar mais porque depende menos do comércio intrabloco. Comércio Sul-Sul Na década de 1990, as exportações e importações da América Latina tinham crescido invariavelmente acima da média do resto do mundo, segundo o relatório anual da OMC. De acordo com o estudo, entre 1990 e 2001, o comércio Sul-Sul - venda de bens e serviços entre os países em desenvolvimento - cresceu mais do que as trocas comerciais no mundo. Nesse período, a participação do comércio entre esses países passou de 6,5% para 10,5% do total mundial. Mas a maior expansão foi registrada nos países da Ásia. Comparações Na América Latina, o crescimento médio anual das exportações de mercadorias entre 1990 e 2000 ficou em 9%, impulsionado especialmente pelo México, que registrou uma expansão média anual de 15%. Entre 1990 e 2001, as exportações brasileiras para outros países em desenvolvimento cresceram, em média, 9% ao ano. No mesmo período, em média anual, as da China aumentaram 13,8%, da Índia, 15,2%, da Coréia do Sul, 14,4%, da Tailândia, 13,1%. Nesses anos, as importações brasileiras de países em desenvolvimento tiveram expansão média anual de 7,7%. As do México, 24,7%, da China, 14,4%, da Índia, 13,3%, da Coréia do Sul, 13,6%, e da Tailândia, 8,2%. Doha Para a OMC, as tarifas elevadas de importação, especialmente sobre carros, vestuário e agricultura, impedem o aprofundamento do comércio Sul-Sul. Por isso, o relatório destaca que a Rodada de Doha - negociações de liberalização do comércio mundial lançadas em 2001 - pode ser "uma importante fonte de ganhos de eficiência e um meio de aumentar o comércio entre países desenvolvidos e em desenvolvimento". Desde o seu lançamento, a Rodada de Doha não conseguiu cumprir nenhum dos prazos previstos, e atualmente está em um impasse, especialmente por falta de avanços nas negociações agrícolas. Segundo o diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, o maior acesso de produtos de países em desenvolvimento aos mercados e maior "eqüidade" nas regras da Organização podem "impulsionar o desenvolvimento". |
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