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Atualizado às: 19 de setembro, 2004 - 03h49 GMT (00h49 Brasília)
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Relógio biológico humano pode atrasar exploração espacial
Ilustração de base em Marte (Esa)
Uma missão em Marte exigiria longa permanência no planeta
Pesquisadores acreditam que o relógio biológico do homem pode protelar a exploração espacial.

A equipe de Russell Foster, do Imperial College de Londres está estudando como os astronautas podem sobreviver às condições existentes longe da Terra.

Foster disse que "o nosso ritmo cicardiano (de dormir e acordar) é crucial. Ele impede que tudo aconteça de uma vez e coordena as coisas certas para acontecerem na hora certa".

O corpo humano está acostumado a um ciclo de 24 horas, o dia em Marte tem 39 minutos a mais, o que pode ser difícil para a adaptação.

Sono

Os pesquisadores do Imperial College estão trabalhando em conjunto com o Instituto Espacial Nacional de Pesquisa Biomédica dos Estados Unidos e analisaram o impacto das viagens espaciais nos padrões humanos de sono.

O instituto diz em seu website que "o sucesso dos vôos espaciais tripulados depende de os astronautas permanecerem alertas enquanto operam equipamento altamente complexo", e para tanto é "crucial" que os astronautas durmam o suficiente.

Tripulações de missões espaciais têm dormido pouco. Astronautas no espaço têm, em média, cerca de duas horas a menos de sono por noite do que na Terra.

Pesquisas anteriores com pessoas que trabalham à noite mostraram que a perturbação dos padrões de sono pode levar a vários problemas de saúde e prejudicar o desempenho. Um exemplo é que quem trabalha à noite está sujeito a ter um risco 50% maior de sofrer um acidente de carro às três da manhã depois de quatro dias de trabalho noturno.

Foster disse em um recente evento da Associação Britânica para o Progresso da Ciência que "muitas dificuldades técnicas de viagens espaciais são bem documentadas, mas têm havido pouca pesquisa de problemas médicos que os astronautas podem vir a ter".

Pesquisas mostraram que, em média, o relógio biológico humano tem um período de 24 horas e 11 minutos, o que é corrigido diariamente na aurora e no crepúsculo. A pouca luz no espaço não vai poder reajustar o relógio biológico adequadamente, o que perturba os padrões de sono.

Ilustração: NasaEm imagens
Desenhos da Nasa mostram como seria vida na Lua.
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