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Sonda Cassini manda novas imagens dos anéis de Saturno | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A sonda Cassini-Huygens, que chegou ao planeta Saturno na semana passada, mandou imagens surpreendentes dos famosos anéis do planeta, vistos em ultravioleta. As fotografias foram processadas por pesquisadores da Universidade do Colorado (EUA) e mostram os anéis em tons de turquesa e vermelho. As diferentes cores indicam a composição variada dos anéis. Os cientistas dizem que a viagem de quatro anos da nave espacial ao sistema de Saturno poderá dizer como os anéis foram formados e se eles são temporários. Material orgânico Os cientistas espaciais se referem aos anéis por letras, listando as principais áreas (a partir do interior) como D, C, B, A, F, G e E. A Cassini-Huygens passou entre as áreas F e G quando chegou ao planeta, em 1º de julho. As imagens foram feitas nessa inserção orbital pelo sistema da nave, chamado Espectrografia de Imagem Ultravioleta, e mostram detalhes que as duas câmeras da espaçonave não podem detectar quando focam a parte visível do espectro. O vermelho indica pequenos anéis que, acredita-se, são formados por partículas "sujas" e possivelmente menores do que aquelas nos pequenos anéis mais densos, de gelo, que aparecem em turquesa. A sujeira provavelmente contém silicatos e material orgânico, segundo os cientistas. O gelo, provavelmente, é uma mistura de água e outras substâncias, como a amônia. Parte da sujeira parece ser do mesmo material predominante na superfície de Phoebe, uma das luas de Saturno, reforçando a teoria de que os anéis foram formados com a destruição de uma antiga lua. A missão Cassini-Huygens está correspondendo às expectativas, satisfazendo os pesquisadores com a qualidade e abundância de informação que tem conseguido enviar à Terra. A espaçonave mostrou como os anéis ondulam e trepidam. Em uma imagem, o anel externo F, mais fino, se contorce no céu de Saturno, como um chicote. Acredita-se que a maior lua de Saturno, Titã, seja o único corpo do Sistema Solar, além da terra, que tenha água na superfície.
A Cassini-Huygens já conseguiu penetrar as suas densas nuvens, tirando fotografias de uma grande cratera, depósitos de gelo e linhas e círculos de origem desconhecida. As imagens de Titã e Phoebe, estranhamente, lembram as fotos da Terra e da nossa Lua tiradas décadas atrás pelas primeiras missões espaciais. As fotos são tão claras que é preciso lutar para lembrar que elas estão vindo de uma distância de 1,5 bilhão de quilômetros. |
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