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'Incidência de HIV na África pode ter sido exagerada'
O número de africanos infectados com o vírus HIV, que causa a Aids, pode ser menor do que se imaginava. Uma pesquisa realizada pelo governo do Quênia constatou que 6,7% de sua população é soropositiva. Estimativas oficiais anteriores colocavam esse índice em 15% – o equivalente a 4,8 milhões de pessoas. A pesquisa, realizada em 8.561 residências em todo o país, é a mais recente a sugerir que a incidência de HIV na África Subsaariana pode ter sido exagerada. Outras pesquisas realizadas em Mali e Zâmbia apresentaram resultados semelhantes. Unaids De acordo com a Unaids (a agência das Nações Unidas para a Aids), 26,6 milhões de pessoas na África Subsaariana são portadoras do vírus HIV. Chegou-se a esse índice levando-se em conta testes realizados em mulheres grávidas em clínicas pré-natal. Esses testes são anônimos e os resultados foram extrapolados para dar uma estimativa nacional. A pesquisa de saúde e demografia do Quênia é feita a cada cinco anos, e é utilizada por ministros para planejar políticas sociais. Testes A pesquisa no Quênia foi realizada em setembro do ano passado. Como parte dela, as pessoas foram convidadas a se submeter a testes de HIV. Cerca de 70% dos entrevistados aceitaram. Os testes foram realizados por funcionários do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que constataram que 8,7% das mulheres e 4,5% dos homens eram soropositivos. Pesquisa similar realizada pelo governo de Mali em 2001 chegou a um índice de 1,7% de infecção pelo vírus HIV. A estimativa anterior era de 4%. Em Zâmbia, pesquisa realizada no mesmo ano registrou um índice de incidência de HIV de 21,5%, quando estimativa anterior era de 27%. Outros países africanos pretendem realizar pesquisas semelhantes, que incluem uma mostra da população como um todo. Entre esses países estão a República dos Camarões e a Tanzânia, que têm estimativas de incidência de 12% e 8% respectivamente. A Unaids elogiou a pesquisa do Quênia mas ressaltou que é importante lembrar que a epidemia de Aids continua em ascendência. |
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