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Atualizado às: 09 de janeiro, 2004 - 19h05 GMT (17h05 Brasília)
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'Incidência de HIV na África pode ter sido exagerada'
Símbolo da luta contra a Aids
Dados do Quênia são vistos como os mais precisos até o momento

O número de africanos infectados com o vírus HIV, que causa a Aids, pode ser menor do que se imaginava.

Uma pesquisa realizada pelo governo do Quênia constatou que 6,7% de sua população é soropositiva. Estimativas oficiais anteriores colocavam esse índice em 15% – o equivalente a 4,8 milhões de pessoas.

A pesquisa, realizada em 8.561 residências em todo o país, é a mais recente a sugerir que a incidência de HIV na África Subsaariana pode ter sido exagerada.

Outras pesquisas realizadas em Mali e Zâmbia apresentaram resultados semelhantes.

Unaids

De acordo com a Unaids (a agência das Nações Unidas para a Aids), 26,6 milhões de pessoas na África Subsaariana são portadoras do vírus HIV.

Chegou-se a esse índice levando-se em conta testes realizados em mulheres grávidas em clínicas pré-natal. Esses testes são anônimos e os resultados foram extrapolados para dar uma estimativa nacional.

A pesquisa de saúde e demografia do Quênia é feita a cada cinco anos, e é utilizada por ministros para planejar políticas sociais.

Testes

A pesquisa no Quênia foi realizada em setembro do ano passado. Como parte dela, as pessoas foram convidadas a se submeter a testes de HIV. Cerca de 70% dos entrevistados aceitaram.

Os testes foram realizados por funcionários do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que constataram que 8,7% das mulheres e 4,5% dos homens eram soropositivos.

Pesquisa similar realizada pelo governo de Mali em 2001 chegou a um índice de 1,7% de infecção pelo vírus HIV. A estimativa anterior era de 4%.

Em Zâmbia, pesquisa realizada no mesmo ano registrou um índice de incidência de HIV de 21,5%, quando estimativa anterior era de 27%.

Outros países africanos pretendem realizar pesquisas semelhantes, que incluem uma mostra da população como um todo.

Entre esses países estão a República dos Camarões e a Tanzânia, que têm estimativas de incidência de 12% e 8% respectivamente.

A Unaids elogiou a pesquisa do Quênia mas ressaltou que é importante lembrar que a epidemia de Aids continua em ascendência.

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