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Atualizado às: 19 de novembro, 2003 - 16h13 GMT (14h13 Brasília)
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"Não podemos banalizar o HIV", diz Paulo Teixeira

Paulo Teixeira
O diretor da OMS afirma que é preciso saber que Aids mata

Ao comentar o dado que chamou mais atenção na pesquisa realizada recentemente pela BBC, que mostrou que 61% dos entrevistados no Brasil não acreditam que o HIV mata, o diretor do programa de Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Paulo Teixeira, afirmou que a informação pode significar que as autoridades de saúde no Brasil precisam trabalhar ainda mais na conscientização sobre a doença.

"Acho que esse dado da pesquisa deve ser decorrente do efeito positivo que o tratamento tem oferecido hoje no Brasil, o que trouxe para muitas pessoas a idéia de que a Aids é uma doença curável", avaliou Paulo Teixeira.

O ex-diretor do Programa Nacional de Aids, hoje baseado na sede da OMS em Genebra, lembra, no entanto, que é preciso muito trabalho para não banalizar a infecção pelo HIV, nem se dar a idéia de que a Aids é uma doença crônica, menos ameaçadora à vida.

"As pessoas precisam entender exatamente quais são os limites do tratamento disponível, que pode controlar a doença por muito tempo, nós esperamos que até por toda a vida, mas que não vão cura-lá definitivamente."

Brasileiros sabem se prevenir

Paulo Teixeira lembra que, em muitos casos, quando o tratamento não é iniciado no momento adeqüado, há uma intolerância ou incompatibilidade da droga com o paciente.

"Aí sim o HIV pode provocar a morte", afirma.

A pesquisa da BBC foi realizada pelo telefone, no Brasil, com 1.007 pessoas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 24 de agosto deste ano.

Os outros países participantes foram Bangladesh, China, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Líbano, México, Nigéria, Rússia, África do Sul, Tanzânia, Trinidad, Ucrânia e Estados Unidos.

Na pesquisa, os brasileiros entrevistados apareceram, no entanto, como os mais conscientes sobre como ocorre a contaminação pela Aids, através do contato sexual e do uso de seringas e agulhas contaminadas, juntamente com os americanos (99%).

Mas 28% não sabiam que as mães portadoras de HIV podem passar o vírus para seus filhos durante a gravidez.

Quando o critério foi educação de crianças sobre a Aids, o Brasil é o segundo mais liberal dos 15 países em que foi feito o levantamento, atrás apenas do México.

Apesar de ser uma das populações com maior número de católicos do mundo, 94% dos entrevistados disseram que crianças antes dos 14 anos já devem ser informadas de que a camisinha protege contra o HIV.

O coordenador do Programa Nacional de Aids, Alexandre Grangeiro, se disse surpreso com um dos dados da pesquisa, que mostrou que muitos brasileiros (23%) ainda acham que se pega Aids compartilhando objetos com uma pessoa infectada, o que não é verdade.

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