BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de novembro, 2003 - 12h02 GMT (10h02 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Técnica destrói câncer com luz infravermelha, diz pesquisa
Laboratório
O tumor nos ratos de laboratório foi destruído entre quatro e seis minutos

Partículas minúsculas inseridas dentro de tumores e aquecidas com luz isão capazes de destruir células cancerígenas, um estudo constatou.

Segundo pesquisadores americanos, a técnica, que usa nanopartículas e luz infravermelha, pode ser útil em casos em que não é possível fazer uma operação ou que há resistência à quimioterapia.

O estudo foi feito por cientistas da Rice University, em Houston, no Texas. De acordo com eles, os experimentos com ratos de laboratório tiveram bons resultados.

O tecido cancerígeno foi destruído, enquanto que o saudável foi mantido intacto.

Técnica

As nanopartículas, feitas de silício coberto com ouro, são injetadas dentro do tumor usando um scanner.

Ondas de luz infravermelha iluminam a área, penetrando na pele até alcançar o tumor. Com a freqüência correta, elas aquecem as partículas.

O calor gerado danifica as células cancerígenas e limita o crescimento do tumor.

O estudo ainda está em fase inicial, mas os experimentos com ratos de laboratório animaram os pesquisadores.

No caso dos animais, as nanopartículas foram injetadas e, em no máximo seis minutos, as células cancerígenas foram eliminadas.

Tamanho

Outros pesquisadores afirmam que é possível fazer partículas ainda menores do que as usadas na Rice University.

As nanopartículas usadas no experimento têm aproximadamente 110 nanômetros – um nanômetro é um bilhão de vezes menor que o metro.

Eles acreditam que, com nanopartículas menores e que "se reúnem sozinhas", é possível injetá-las no sistema sangüíneo para que elas achem o caminho até o tumor ou que sejam direcionadas por meio de força magnética.

"Há muitas aplicações potenciais para essa tecnologia, porque, com essas nanopartículas que se auto-reúnem, elas poderiam ser construídas com ouro ou ferro, nos permitindo aquecê-las e guiá-las pelo corpo", diz o professor Thomas Rademacher, da University College London.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade