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Atualizado às: 03 de novembro, 2003 - 10h53 GMT (08h53 Brasília)
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Jovens correm maior risco de ter câncer de mama novamente
Câncr de seio
Tipo de tratamento não teria impacto na duração da vida

Mulheres jovens que tenham removido um caroço maligno do seio correm mais risco de desenvolver câncer de mama novamente, segundo pesquisadores da França.

O experimento, feito com 179 pacientes, aponta que as mulheres com menos de 40 anos têm maior tendência de serem diagnosticadas com a doença novamente em comparação com as mulheres mais velhas que removeram o caroço.

Os médicos do Institut Gustave-Roussy e INSERM, que fizeram a pesquisa, aconselham as mulheres com tal perfil a fazer revisões regularmente.

No entanto, o pesquisador Rodrigo Arriagada, que comanda os estudos, disse que ainda são necessários mais testes para a confirmação dos resultados.

Pacientes

As mulheres que participaram do estudo foram tratadas com câncer na década de 70.

Das 179 pacientes, 88 tiraram um caroço e 91 tiveram seus seios removidos.

De acordo com a pesquisa, o tipo de tratamento recebido não teve impacto na duração de suas vidas.

Também foi constatado que aquelas que tiveram o seio removido correm cinco vezes mais risco de ter câncer novamente nos cinco anos seguites ao tratamento, em comparação com as pacientes que tiverem apenas o caroço removido.

Arriagada reconhece que, com os recentes avanços no tratamento de câncer de mama, incluindo novas drogas, as mulheres que tiraram um caroço agora não devem correr os mesmos riscos daquelas que passaram pelo tratamento no passado.

"Se os resultados da pesquisa forem confirmados, pacientes jovens devem ser informadas do maior risco do retorno da doença e da necessidade de um acompanhamento por tempo indefinido se elas escolherem o tratamento de conservação (do seio)", disse Arriagada.

O médico Richard Sullivan, da fundação britânica Cancer Research UK, afirmou que o estudo era "interessante", mas que ainda estava em fase inicial.

"Mulheres em seus 20 ou 30 anos que tiveram um caroço removido não devem ficar alarmadas. Elas passam por revisões regularmente e seus tratamentos não devem ser alterados por causa dessa pesquisa", aconselhou Sullivan.

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