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Nova técnica pode mudar tratamento de leucemia
As crianças com leucemia vão ter à disposição mais um tipo de teste, que pode transformar a maneira como os pacientes são tratados. O exame permite que médicos avaliem de forma precisa as células cancerosas que restaram depois da quimioterapia. Com isso, é possível decidir se há necessidade de mais tratamento e se há chances de uma recaída. Até agora, os médicos tinham que examinar o sangue ou células ósseas em microscópios para tentar detectar células cancerígenas. Sem precisão O método tradicional não se mostra muito preciso e, como resultado, algumas crianças com células residuais têm tratamento inadequado, enquanto outras que já não têm mais câncer passam por quimioterapia de forma desnecessária. Todas as crianças que passam pela quimioterapia ainda mantêm algumas células cancerígenas em seus ossos por um mês depois do tratamento. É o que os médicos chamam de resíduo mínimo da doença. Os níveis variam de 20 células a 10 mil. Os que estão entre os níveis maiores são os que podem ter mais chance de recaída. A nova técnica envolve o uso de microscópio molecular para detectar o número de células cancerígenas no osso. O exame será utilizado em crianças que desenvolveram leucemia na Grã-Bretanha nos últimos seis anos como parte de um teste clínico. Antes, estudos pilotos já foram bem-sucedidos. "Até agora, a única maneira de monitorar a resposta de uma criança ao tratamento era procurar por células cancerígenas no microscópio", disse Nicj Goulden, consultor que trabalha para o Hospital Real de Bristol. "Depois de uma década de aprimoramento do microscópio molecular e um piloto fundamental de um ano do Fundo de Pesquisa de Leucemia, estamos no ponto de explorar o incrível potencial deste teste", afirmou Goulden. "Para uma criança com baixo risco de resíduos, poderemos reduzir o tempo no hospital em até 60%. Isso representaria uma grande melhora na qualidade de vida e um passo a mais para nosso objetivo de cura." |
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