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Última actualização: 20 Abril, 2009 - Publicado em 18:22 GMT
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Defesa e segurança guineenses em discussão

Mesa redonda sobre a Guiné-Bissau
Delegados discutiram reformas na defesa e segurança
O governo da Guiné-Bissau propôs hoje aos seus parceiros externos a concretização de um fundo de pensões que lhe permita desmobilizar os seus efectivos em idade de reforma.

Este é um dos pontos mais salientes da mesa-redonda de parceiros sobre a reestruturação das forças armadas e de segurança que decorre na capital caboverdiana e que regista um número de participantes que superou as expectativas dos promotores desta iniciativa.

Embora tanto as autoridades da Guiné-Bissau, como as de Cabo Verde, país organizador desta mesa-redonda, prefiram no tocar na questão do dinheiro, há quem diga que a verba necessária para levar avante a reforma das forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau poderá ascender os 50 milhões de dólares.

Das palavras aos actos

Números à parte, é um facto que de discursos estão os guineenses fartos.

 Temos todos de agir, mas agir a tempo de forma coordenada, célera e eficaz
José Maria Neves, PM de Cabo Verde

Ademais, os apelos formulados tanto pelo primeiro-ministro caboverdiano como pelo seu homólogo guineense, vão no sentido de que, feitos os diagnósticos, é hora de passar das palavras aos actos.

José Maria Neves afirmou que "temos todos de agir, mas agir a tempo de forma coordenada, célera e eficaz".

Compromissos

Aos jornalistas, Carlos Gomes Júnior garantiu que o seu governo está particularmente empenhado em realizar a sua parte dos compromissos já existentes e espera a mesma atitude dos seus parceiros externos:

 Eu acredito que a Guiné-Bissau, com o apoio da comunidade internacional vai ter o seu assento no concerto das nações
Carlos Gomes Júnior, PM da Guiné-Bissau

"Se vamos fazer reformas é preciso garantir aos antigos combatentes uma sobrevivência condigna. É por essa razão que nós apelamos à comunidade internacional que tome medidas, de impacto imediato, nomeadamente a criação de um fundo de pensão".

Quanto aos montantes a atribuír Carlos Gomes Júnior explicou que esses valores "estão devidamente identificados no dossier que foi entregue à comunidade internacional" e que serão agora avaliados.

O primeiro ministro guineense adiantou ainda que "infelizmente há mais de dois anos que os fundos não foram desbloqueados e isso cria-nos certa perturbação porque esses oficiais podem exigir o seu reingresso nas Forças Armadas".

Para Carlos Gomes Júnior esta "não é a última oportunidade para a Guiné-Bissau. Eu acredito que a Guiné-Bissau, com o apoio da comunidade internacional vai ter o seu assento no concerto das nações".

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