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Última actualização: 15 Abril, 2009 - Publicado em 02:43 GMT
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Kumba Yalá é candidato presidencial
Kumba Yalá
A candidatura de Kumba Yalá não conta com o apoio total do PRS
O antigo presidente da Guiné-Bissau, Kumba Yalá, eleito em 2000 e afastado do poder três anos depois, foi indicado pelo Partido da Renovação Social, PRS, como seu candidato às eleições presidenciais antecipadas de 28 de Junho.

A decisão foi tomada na noite de terça-feira no final de uma reunião, alegadamente muito turbolenta, do Bureau Político do PRS.

"Aplicámos o regulamento interno do partido que estabelece que seja o presidente do partido o seu candidato às presidenciais," declarou à Agência France Press, AFP, Braima Sori Djaló, um dos líderes do PRS.

Há vários anos que Kumba Yalá vive em Marrocos, pelo que vários membros do PRS se opõem à sua candidatura.

Um grupo de dirigentes havia proposto a candidatura de Baltazar Lopes Fernandes, um membro-fundador do partido, "para acabar com o sistema de monopólio de Kumba Yalá".

"Queremos uma mudança, com um projecto de sociedade que convenha ao país. Kumba Yalá não tem nada que possa atrair outros militantes," disse Lopes Fernandes.

Ele disse que fora vitimado pelo etnocentrismo dos Balantas, a etnia maioritária nas instâncias do PRS.

Disputas no PAIGC

Com 28 dos 100 deputados, o PRS é o segundo maior partido na Assembleia Nacional, que é dominada pelo PAIGC.

Nas eleições legislativas de Novembro de 2008, o PRS registou um recuo, pois elegera 35 deputados no escrutínio anterior.

No seio do PAIGC a luta para as presidenciais de 28 de Junho também se apresenta muito cerrada entre os seis candidatos que procuram a nomeação oficial do partido.

Entre eles está o presidente interino da República, Raimundo Pereira, que foi até Março presidente da Assembleia Nacional.

Raimundo Pereira conta com o apoio do Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior.

Na semana passada, Henrique Pereira Rosa foi a primeira individualidade a apresentar a sua candidatura.

Ele já foi presidente interino da Guiné-Bissau e concorre às próximas eleições como independente.

As presidenciais guineenses deverão ter lugar menos de quatro meses depois do duplo assassinato, no espaço de poucas horas, do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Tagme Na Waie, e do Presidente da República, João Bernardo Vieira, "Nino".

Tagme Na Waie foi vitimado por um engenho explosivo que destruiu parcialmente o edifício do Estado-Maior das Forças Armadas no dia 1 de Março.

Na madrugada do dia 2 de Março, o Presidente João Bernardo Vieira foi assassinado na sua residência por um grupo de homens armados e uniformizados.

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