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Última actualização: 26 Março, 2009 - Publicado em 02:09 GMT
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CPLP promete ajudar a Guiné-Bissau

Logótipo da CPLP
A Guiné-Bissau conseguiu, esta quarta-feira, em Cabo Verde, o compromisso de que vai ser ajudada pelos países que formam a CPLP.

Esse apoio passa, designadamente, por recursos técnicos e financeiros para o país reerguer-se da crise em que se encontra mergulhado há vários anos.

Porém, os governos dos demais países da CPLP, através dos respectivos ministros dos Negócios Estrangeiros, sublinharam que cabe, em primeiro lugar, aos próprios guineenses a responsabilidade primacial de encontrar as soluções políticas para os problemas que o país enfrenta.

A crise política na Guiné-Bissau dominou a quinta reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, que esta quarta-feira teve lugar na capital caboverdiana.

 É absolutamente indispensável que a comunidade nacional acorde numa estratégia efectiva para debelar o problema da instabilidade crónica da Guiné-Bissau
Luís Amado

O encontro contou também com uma representação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO.

Enquanto país que preside a CPLP, coube ao ministro Luís Amado, de Portugal, fazer a apresentação dos resultados deste encontro da Praia.

Dentre as medidas preconizadas pelo encontro, aquele porta-voz destacou o problema da reforma das Forças Armadas e segurança da Guiné-Bissau.

"É absolutamente indispensável que a comunidade nacional acorde numa estratégia efectiva para debelar o problema da instabilidade crónica que marca o papel das Forças Armadas na vida política da Guiné-Bissau ao longo da última década."

Responsabilidades

Apesar do apoio inequívoco dos países da CPLP, estes também deixaram claro que cabe, acima de tudo, aos guineenses – sobretudo à sua classe política – a responsabilidade primeira de resolver os problemas que afligem o país.

 Não temos ainda nem um franco CFA disponibilizado para a criação de condições técnicas e materiais para a realização das eleições presidenciais
Adiatu Nandigna

Para o ministro caboverdiano dos Negócios Estrangeiros, José Brito, os guineenses têm de fazer a parte deles.

"Os guineenses terão de realizar os consensos nacionais."

E um desses consensos coloca-se, desde já, em relação à data da eleição do próximo Presidente da República.

A menos de 40 dias da data prevista para essa consulta popular, é entendimento da ministra guineense dos Negócios Estrangeiros, Adiatu Nandigna, que não há condições para uma ida às urnas na data prevista.

"Nós não temos ainda nem um franco CFA disponibilizado para a criação de condições técnicas e materiais para a realização das eleições. Portanto, essa data vai ter de ser concertada entre os actores políticos na base de um consenso para que se possam realizar as eleições."

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03 Março, 2009 | Notícias
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