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Última actualização: 04 Dezembro, 2008 - Publicado em 02:24 GMT
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Golpista guineense 'detido no Senegal'
Suspeitos envolvidos no ataque à residência de Nino Vieira
Estes homens teriam participado no ataque liderado por Tchama Yalá
O porta-voz do Ministério do Interior da Guiné-Bissau, Coronel Armando Nhaga, confirmou, na quarta-feira, a detenção "num país vizinho", do homem que alegadamente liderara, no dia 23 de mês passado, um ataque contra a residência do Presidente Nino Vieira.

Ao anunciar a detenção do sargento da Marinha, Alexandre Tchama Yalá, o Coronel Nhaga não especificou que país o prendera, mas disse que ele seria extraditado para a Guiné-Bissau.

Contudo, uma fonte anónima do Ministério guineense do Interior disse à agência de notícias France Press que Tchama Yalá fora detido na segunda-feira em Dakar.

"Ele está neste momento nas mãos da Polícia Judiciária Senegalesa, que o vai interrogar," disse a fonte.

 Tchama Yalá foi detido na segunda-feira em Dakar. Ele está neste momento nas mãos da Polícia Judiciária Senegalesa, que o vai interrogar
Fonte anónima do Ministério guineense do Interior

Alexandre Tchama Yalá fazia parte de um grupo de três pessoas que estavam a ser procuradas desde o ataque contra a residência do Presidente Nino Vieira, levado a cabo por soldados amotinados.

No Senegal, que partilha fronteiras com a Guiné-Bissau, um funcinário do Ministério do Interior disse que um cidadão guineense, suspeito de estar ligado ao ataque do mês passado, fora detido na segunda-feira. O funcionário não revelou o nome do prisioneiro.

Na última sexta-feira, a polícia da Guiné-Bissau disse que Alexandre Tchama Yalá havia fugido para a Gâmbia.

Ataque

No ataque do dia 23 de Novembro contra a residência do Presidente Nino Vieira em Bissau, um grupo de homens armados disparou balas e granadas de propulsão, matou um guarda e feriu outro.

Na altura as autoridades guineenses prenderam nove soldados alegadamente envolvidos no que a polícia disse ter sido uma tentativa de golpe de Estado.

 Alexandre Tchama Yalá era o homem de confiança de Bubo Na Tchuto e colaborou com ele na tentativa de golpe de Estado de Agosto
Coronel Armando Nhaga

A intentona foi firmemente condenada pela comunidade internacional, inquieta com novos actos de instabilidade num país que se transformou numa das principais "placas giratórias" do narcotráfico da América do Sul para a Europa.

Um associado de Tchama Yalá, o antigo chefe do Estado-Maior da Marinha, o Contra-Almirante José Américo Bubo Na Tchuto, está sob prisão domiciliária na Gâmbia depois de ter fugido da Guiné-Bissau em Agosto, quando foi acusado de conspirar para derrubar o Presidente Nino Vieira.

"Tchama Yalá era o homem de confiança de Bubo Na Tchuto e colaborou com ele na tentativa de golpe de Estado de Agosto," disse a 25 de Novembro o porta-voz do Ministério guineense do Interior, Coronel Armando Nhaga.

Antecedentes

Alexandre Tchama Yalá participou no motim de Junho de 1998 que provocou uma guerra civil de 11 meses. Dois anos depois entrou para as Forças Armadas.

Em 2004 participou numa tentativa de golpe de Estado para tentar voltar a colocar Kumba Yalá no poder, depois deste ter sido forçado pela Assembleia Nacional, no ano anterior, a abandonar a Presidência da República.

Cocaína apreendida na Guiné-Bissau
A Guiné-Bissau é um ponto de trânsito do narcotráfico sul-americano

Em 2005 fez parte do grupo de elementos que ajudaram a garantir a segurança de Nino Vieira durante a campanha para as eleições presidenciais que este venceu.

Após o escrutínio, a sua unidade militar foi chamada a formar a guarda presidencial.

Tchama Yalá manteve-se na unidade até ao dia 6 de Agosto, altura em que se teria registado uma nova tentativa de golpe de Estado, e acabou por ser transferido para o Estado-Maior do exército.

Tchama Yalá e Bubo Na Tchuto são membros do grupo étnico balanta; muitos balantas opõem-se a Nino Vieira devido à forma sangrenta como lidou, em 1986, com uma outra alegada tentativa de golpe de Estado liderada por militares dessa etnia.

Há oito anos quando foi eleito presidente, Kumba Yalá teria nomeado balantas para os principais cargos militares da Guiné-Bissau.

Esses militares mantiveram-se nos seus postos mesmo depois do afastamento de Kumba Yalá, em 2003.

O partido de Kumba Yalá foi copiosamente derrotado nas eleições legislativas de 16 de Novembro, conquistando apenas 28 dos 100 assentos da Assembleia Nacional, contra os 67 lugares conseguidos pelo PAIGC.

O Partido da Renovação Social rejeitou os resultados e disse que as eleições tinham sido fraudulentas.

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21 Novembro, 2008 | Notícias
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