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Avança na Guiné-Bissau processo contra 'golpistas' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As audiências dos militares alegadamente implicados na tentativa de assassinato do presidente da República, Nino Vieira estão na fase conclusiva. O Procurador Geral da República, Luis Manuel Cabral disse esta sexta-feira a imprensa que aguarda resposta do juíz de instrução criminal sobre um requerimento de prisão preventiva dos suspeitos. Nino Vieira foi atacado no passado dia 23 de Novembro com armas ligeiras e pesadas na sua residência por um grupo de militares. As razoes do ataque ainda não estão bem esclarecidas. A Procuradoria-Geral da República permitiu esta sexta-feira que os suspeitos fossem fotografados e filmados à porta das celas da Polícia Judiciária. Após as sessões de fotografias e de filmagem dos detidos, o Procurador-Geral da República, Luís Manuel Cabral, não adiantou muitas informações por o processo se encontrar em fase de investigação, sob segredo de justiça. 'O processo já está no Ministério Público. Fizemos um requerimento para a prisão preventiva dos suspeitos ao Juiz de Instrução Criminal, estamos a aguardar a resposta', disse Luís Manuel Cabral. Ainda por capturar estão dois implicados entre os quais um sargento da marinha nacional que está a ser referido como o comandante do ataque à residência do Presidente da República, no bairro de Chão de Papel, em Bissau. A Polícia de Ordem Pública, que chegou de confirmar a detenção do referido sargento, dias depois rectificou essa informação dizendo que o mesmo ainda se encontra a monte. Enquanto isso multiplicam-se as manifestações de solidariedade para com o Presidente da República e de repúdio à violência. A juventude guineense saiu quinta-feira à rua e nas diferentes regiões do interior do país têm-se registado diariamente manifestações de rua contra a violência e a tentativa de assassinato ao presidente Nino. Entretanto visitou Bissau o ministro das Obras Públicas de Angola, Higino Carneiro, entregando ao chefe de estado guineense uma mensagem do seu homólogo angolano José Eduardo dos Santos. Carneiro não fez qualquer declaração à imprensa à saída da Presidência, mas presume-se que Eduardo dos Santos tenha, entre outras preocupações, manifestado na missiva a sua solidariedade para com Nino Vieira. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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