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Última actualização: 28 Novembro, 2008 - Publicado em 18:54 GMT
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Avança na Guiné-Bissau processo contra 'golpistas'

Os suspeitos do ataque contra Nino Vieira, na Polícia Judiciária
Os suspeitos do ataque contra Nino Vieira, na Polícia Judiciária
As audiências dos militares alegadamente implicados na tentativa de assassinato do presidente da República, Nino Vieira estão na fase conclusiva.

O Procurador Geral da República, Luis Manuel Cabral disse esta sexta-feira a imprensa que aguarda resposta do juíz de instrução criminal sobre um requerimento de prisão preventiva dos suspeitos.

Nino Vieira foi atacado no passado dia 23 de Novembro com armas ligeiras e pesadas na sua residência por um grupo de militares. As razoes do ataque ainda não estão bem esclarecidas.

A Procuradoria-Geral da República permitiu esta sexta-feira que os suspeitos fossem fotografados e filmados à porta das celas da Polícia Judiciária.

Após as sessões de fotografias e de filmagem dos detidos, o Procurador-Geral da República, Luís Manuel Cabral, não adiantou muitas informações por o processo se encontrar em fase de investigação, sob segredo de justiça.

'O processo já está no Ministério Público. Fizemos um requerimento para a prisão preventiva dos suspeitos ao Juiz de Instrução Criminal, estamos a aguardar a resposta', disse Luís Manuel Cabral.

Ainda por capturar estão dois implicados entre os quais um sargento da marinha nacional que está a ser referido como o comandante do ataque à residência do Presidente da República, no bairro de Chão de Papel, em Bissau.

A Polícia de Ordem Pública, que chegou de confirmar a detenção do referido sargento, dias depois rectificou essa informação dizendo que o mesmo ainda se encontra a monte.

Enquanto isso multiplicam-se as manifestações de solidariedade para com o Presidente da República e de repúdio à violência.

A juventude guineense saiu quinta-feira à rua e nas diferentes regiões do interior do país têm-se registado diariamente manifestações de rua contra a violência e a tentativa de assassinato ao presidente Nino.

Entretanto visitou Bissau o ministro das Obras Públicas de Angola, Higino Carneiro, entregando ao chefe de estado guineense uma mensagem do seu homólogo angolano José Eduardo dos Santos.

Carneiro não fez qualquer declaração à imprensa à saída da Presidência, mas presume-se que Eduardo dos Santos tenha, entre outras preocupações, manifestado na missiva a sua solidariedade para com Nino Vieira.

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