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Ataque contra casa do Presidente da Guiné Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tiroteio fez pelo menos um morto e vários feridos em frente à residência do presidente de Guiné-Bissau, poucas horas depois do resultado das eleições legislativas ter sido anunciado. O representante da ONU em Bissau confirmou que o Presidente João Bernardo Vieira saiu ileso no ataque que ocorreu durante a noite, e que foi realizado por soldados que dispararam contra o edifício. Descrevendo a situação como "muito grave", Shola Omeregie, confirmou ter havido um ataque militar contra a residência presidencial. O Presidente Nino Vieira está no poder sem interrupção desde 1980. Desde essa altura que vive na sua casa no bairro de Tchon de Pepel e não no Palácio presidencial. Depois de ter visitado a casa do presidente com visíveis marcas de balas, o representante da ONU disse que Nino Vieira estava bem, assim como a sua família. Por seu lado, a União Africana, UA, manifestou-se já contra "qualquer tipo de tentativa de obter o poder à força", num país com uma história recente de golpes de estado. O porta-voz da UA, El-Ghassim Wane, disse que a entidade está "muito preocupada com a situação" do país.
Correspondentes da BBC na região dizem que o ataque parece ter sido uma tentativa falhada de golpe de estado. Notícias de Bissau dizem que a cidade estava calma na manhã de domingo. 'Estão a disparar' O ministro do Interior do país disse que a pessoa que morreu estava a disparar contra a residência presidencial, na capital Bissau. Alguns guardas que estavam a defender a residência do presidente teriam ficado feridos. O presidente do país, João Bernardo Vieira, telefonou para o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, para dizer que soldados estavam a disparar contra a sua casa. "Eu recebi uma ligação do presidente Nino Vieira, que me disse que os soldados em frente à sua casa estavam a disparar tiros e eu pedi para ele ser mais preciso. Ele disse-me que eles estavam a disparar contra a sua casa", disse Wade, em entrevista uma rádio francesa. A Guiné-Bissau, um dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, teve eleições legislativas a semana passada. O resultado foi contestado por um dos partidos, gerando temores de instabilidade política no país. A Guiné-Bissau passou por uma série de golpes de Estado nas últimas décadas. Eleição conturbada De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC conquistou 67 das 100 vagas no Parlamento. O partido ligado ao presidente, o Partido Republicano pela Independência e Desenvolvimento, PRID, conquistou apenas três assentos na Assembleia Nacional. O partido que ficou em segundo lugar, com 28 deputados, o Partido da Renovação Social, PRS, contestou o resultado das eleições. O líder do PRS, o ex-presidente do país Kumba Ialá, disse que "nunca aceitará resultados fabricados". | LINKS LOCAIS PAIGC vence legislativas na Guiné-Bissau 21 Novembro, 2008 | Notícias Balanço positivo da votação na Guiné17 Novembro, 2008 | Notícias Guiné Bissau vai às urnas16 Novembro, 2008 | Notícias Conferência da Praia: mais força contra a droga30 Outubro, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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