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Guineenses repudiam atentado contra Nino Vieira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Guiné-Bissau, um grupo de militares tentou assassinar o presidente Nino Vieira na sua residência, na madrugada deste domingo em Bissau. O grupo atacou com armas pesadas, imobilizou os cinco militares que ali se encontravam de guarda, matou um deles e disparou vários tiros de bazuca sobre a residência. Pôs-se depois em fuga quando o reforço de militares, contactados por telefone por Nino Vieira, começou a responder com tiros a partir da residência privada do chefe de estado guineense. O acto já recebeu condenacões da Comunidade Internacional, da CPLP, de
A pessoa morta à paulada é um jovem guarda presidencial. O chefe da casa militar da Presidência ficou ferido numa perna, e cinco militares estão detidos. Pânico O telhado da residência de Nino Vieira ficou parcialmente destruído por balas, assim como as paredes da casa, o televisor de sala e as viaturas que se encontram à entrada da residência. Amilcar Gomes, vizinho de Nino Vieira descreveu assim o ocorrido: “Tudo começou por volta da uma menos cinco minutos. Estávamos a domir e sentimos tiroteios e todo o mundo entrou em pânico”, disse Amilcar. Não há informações oficiais sobre a identidade do grupo de militares que, segundo testemunhas, chegou em duas viaturas, começando a disparar a
Grupo de cidadãos Informações de fonte militar, ainda não confirmadas, apontam como líder da intentona um sargento do batalhão de Cachungo, a mesma pessoa que terá levado Koumba Yalá, em Maio de 2005, à Presidência da República, para assumir a força o poder. Observadores em Bissau acreditam que por detrás desse acto está um grupo de cidadãos que procura a todo o custo evitar que o poder se instale em mãos de Nino Vieira e Carlos Gomes Júnior, apesar de ambos terem sido eleitos de forma democrática. A tentativa de assassinato de Nino Vieira ocorre dias após uma tentativa de detenção de Koumba Yalá pelas forças da ordem, na sequência de uma alegada queixa que lhe foi movida por Nino Vieira. A situação de tensão está agora à vista de todos, mas o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Tagme Na Waie, garante que tudo está sob controlo. "As Forças Armadas continuam sob as ordens do Presidente da República, enquanto comandante em chefe das Forcas Armadas." Condenação
Várias reações de condenação se fizeram ouvir, nomeadamente, das Nações Unidas através do representante do Secretário Geral da ONU, em Bissau, Shoka Omoregie. "As Nações Unidas não aceitam intervenções militares do género”, disse Omoregie. O Secretário Executivo da CPLP também condenou o acto. "Repudiamos esse acto pois não reflecte a vontade do povo guineense. Acompanhamos as eleições e assistimos a manifestações de esperança no começar de uma nova vida”, destacou Domingos Simões Pereira. O Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense repudiou o acto com uma marcha de protesto em que os manifestantes gritaram "Não queremos a guerra, viva a paz". A Procuradoria Geral da República, segundo o seu titular, Luis Manuel Cabral, vai solicitar a transferência dos militares imoplicados para a alçada do Ministério Público. | LINKS LOCAIS Ataque contra casa do Presidente da Guiné Bissau23 Novembro, 2008 | Notícias PAIGC vence legislativas na Guiné-Bissau 21 Novembro, 2008 | Notícias Balanço positivo da votação na Guiné17 Novembro, 2008 | Notícias Guiné Bissau vai às urnas16 Novembro, 2008 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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