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Última actualização: 03 Junho, 2008 - Publicado em 19:47 GMT
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Crise de arroz na Guiné Bissau

O Director Geral do Comércio e Concorrência, Jaimentino Có
Governo garante reintrodução do arroz no mercado
Na Guiné-Bissau, o arroz que é a base de alimentação das populações escasseia no mercado.

Os importadores suspendem a venda e reclamam o reajuste de preços.

O governo exige o cumprimento do acordo que prevê a comercialização do saco de arroz a 15 mil francos CFA.

O Director Geral do Comércio e Concorrência, Jaimentino Có, garante entretanto que o arroz volta a estar a venda a partir desta terça-feira.

O arroz desapareceu de repente nas lojas e nos mercados, durante o fim-de-semana.

As reclamações de populares e retalhistas não se fizeram esperar.

“Comprei 200 sacos de arroz mas não os levantei e tive que pedir o reembolso, disse a BBC um proprietário de uma loja em Bissau.

Não há arroz, não há água, não há luz, estamos cansados em Bissau”, lamentou uma senhora enquanto que para um senhor o “estado tem que encontrar uma solução para essa crise”.

Acordo

Numa reunião segunda-feira, o governo e os importadores que suspenderam as vendas para reclamar um reajuste de preços, chegaram a um acordo, disse a BBC o Director geral do Comércio e Concorrência, Jaimentino Có.

“O stock que temos foi subvencionado pelo governo e o preço a praticar foi negociado, portanto deve ser respeitado o acordado.”

Mercado em Bissau
Populares descontentes com ausência de arroz

“Na reunião que realizámos segunda-feira com os importadores ficou decidido que seria retomada, esta terça-feira, a venda normal do arroz”, disse.

A ver pela velocidade da evolução dos preços de cereais no mercado internacional sobretudo do arroz, analistas consideram que não vai o governo poder ter a situação sob controlo por mais tempo.

“Não estamos contra o reajuste de preços porque acompanhamos a evolução dos preços sobretudo do arroz no mercado internacional.”

“Só que esta exigência deve ser feita em relação a uma nova importação, o que não é o caso. Com a nova importação podemos negociar para que as partes não ficassem prejudicadas”, disse Jaimentino Có.

As últimas importações possibilitaram a constituição de um stock de 35 mil toneladas de arroz.

Em nome da paz social, o governo abdicou-se da cobrança das taxas que incidem sobre 15 mil toneladas, para que o saco de arroz pudesse custar não mais de 15 mil francos, 33 dólares.

Ainda não há entendimento entre o governo e os importadores sobre o preço de comercialização das restantes 20 mil toneladas.

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02 Junho, 2008 | Notícias
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