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Crise de arroz na Guiné Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Guiné-Bissau, o arroz que é a base de alimentação das populações escasseia no mercado. Os importadores suspendem a venda e reclamam o reajuste de preços. O governo exige o cumprimento do acordo que prevê a comercialização do saco de arroz a 15 mil francos CFA. O Director Geral do Comércio e Concorrência, Jaimentino Có, garante entretanto que o arroz volta a estar a venda a partir desta terça-feira. O arroz desapareceu de repente nas lojas e nos mercados, durante o fim-de-semana. As reclamações de populares e retalhistas não se fizeram esperar. “Comprei 200 sacos de arroz mas não os levantei e tive que pedir o reembolso, disse a BBC um proprietário de uma loja em Bissau. Não há arroz, não há água, não há luz, estamos cansados em Bissau”, lamentou uma senhora enquanto que para um senhor o “estado tem que encontrar uma solução para essa crise”. Acordo Numa reunião segunda-feira, o governo e os importadores que suspenderam as vendas para reclamar um reajuste de preços, chegaram a um acordo, disse a BBC o Director geral do Comércio e Concorrência, Jaimentino Có. “O stock que temos foi subvencionado pelo governo e o preço a praticar foi negociado, portanto deve ser respeitado o acordado.”
“Na reunião que realizámos segunda-feira com os importadores ficou decidido que seria retomada, esta terça-feira, a venda normal do arroz”, disse. A ver pela velocidade da evolução dos preços de cereais no mercado internacional sobretudo do arroz, analistas consideram que não vai o governo poder ter a situação sob controlo por mais tempo. “Não estamos contra o reajuste de preços porque acompanhamos a evolução dos preços sobretudo do arroz no mercado internacional.” “Só que esta exigência deve ser feita em relação a uma nova importação, o que não é o caso. Com a nova importação podemos negociar para que as partes não ficassem prejudicadas”, disse Jaimentino Có. As últimas importações possibilitaram a constituição de um stock de 35 mil toneladas de arroz. Em nome da paz social, o governo abdicou-se da cobrança das taxas que incidem sobre 15 mil toneladas, para que o saco de arroz pudesse custar não mais de 15 mil francos, 33 dólares. Ainda não há entendimento entre o governo e os importadores sobre o preço de comercialização das restantes 20 mil toneladas. | LINKS LOCAIS Cimeira busca consensos para crise alimentar03 Junho, 2008 | Notícias Líderes mundiais debatem fome02 Junho, 2008 | Notícias Era dos alimentos baratos chegou ao fim, diz FAO22 Maio, 2008 | Notícias Annan anuncia 'Revolução Verde Africana'02 Maio, 2008 | Notícias Banco Mundial quer 'novo pacto' contra a fome03 Abril, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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