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Última actualização: 11 Fevereiro, 2008 - Publicado em 18:52 GMT
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Manifestações violentas repetem-se em Chokwé
Manifestantes em Maputo
Desccontentamento popular manifesta-se em Chokwé, depois de Maputo
Em Moçambique, pelo menos uma pessoa terá morrido e quatro ficaram feridas, esta segunda-feira, na sequência de novas manifestações supostamente contra o elevado custo de vida na cidade de Chokwé, a pouco mais de 200 quilómetros da capital Maputo.

As autoridades consideram não haver motivos para os contornos violentos que os protestos terão assumido.

A situação é agora considerada calma e sob controlo.

Durante várias horas o coração de Chókwé, aonde está localizado o comércio sobretudo, sofreu esta segunda-feira uma paragem que obrigou ao encerramento temporário da cidade.

Actos de vandalismo

As manifestações, vulgaramente designadas por greves, movimentaram centenas de pessoas que se terão envolvido em actos de vandalismo segundo afirma e condena o Presidente do seu Conselho Municipal, Jorge Macuácua.

“Começaram a vandalizar o mercado, a levar os produtos e o movimento foi crescendo e as pessoas tencionavam passar para os estabelecimentos comerciais.

"Levantaram barricadas e queimara pneus mas ao fim e ao cabo ficámos sem saber o que pretendem. È certo que há alguns dias havia um pequeno movimento de que se falava sobre uma manifestação por causa do custo de vida e esperávamos que se nos dirigissem a fim de dialogarmos mas o que aconteceu foram vandalizações”.

Um dos locais em Chókwe cujo funcionamento normal foi afectado foi o Hotel Limpopo que encerrou as suass portas, como conta à BBC uma das suas responsáveis, Adélia Muchanga.

Intervenção policial

”Fechei as portas porque as pessoas a fugirem das balas vinham para a aqui. Isto nunca aconteceu. Agora sinto-me segura porque a polícia tomou medidas.”

Só depois da intervenção da polícia, apoiada por reforços idos de Xai Xai, uma cidade a cerca de 60 quilómetros, é que Chokwè pôde regressar a uma situação de relativa acalmia.

“A Polícia disparou para o ar para conter a fúria das pessoas em cerca de duas mil, incluíndo crianças”, afirmou Adélia Muchanga.

Quanto à possibilidade de ser uma acção devidamente organizada face ao número de pessoas que envolveu a nosso entrevistada respondeu “As próprias pessoas que estão a frente disto não são aquelas idóneas, são pessoas com conduta duvidosa, desempregados, miúdos de rua”.

Chókwé, com cerca de 50 a 55 mil habiatntes e a pouco mais de 200 quilómetros da capital Moçambicana, é a sede do distrito do mesmo nome, no passado conhecido como o ‘celeiro da nação’ mercê do seu peso na produção agrícola do país.

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