|
Tarifas dos 'chapas' já não aumentam | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os violentos protestos populares contra a subida dos transportes de passageiros obrigaram a um recuo do governo. Depois de ter dado 'luz verde' à subida das tarifas agora, na sequência de negociações, o governo determinou a manutenção dos preços anteriores. A situação acalmou depois de um dia de violentos distúrbios e o ministro dos Transportes e Comunicações, António Munguambe, disse que já não havia razão para mais manifestações. A capital moçambicana esteve na terça-feira a 'ferro e fogo' em consequência dos protestos contra a subida das tarifas dos 'chapas'. Várias pessoas ficaram feridas, estabelecimentos comerciais foram atacados e viaturas incendiadas por populares furiosos e armados de paus e pedras. Em muitos dos bairros e artérias foram erguidas barricadas, havendo igualmente o registo de elevados danos materiais e pilhagens. A polícia insiste que a situação está sob controlo. Pneus em chamas Os protestos começaram nos bairros periféricos de Maputo, nomeadamente no Zimpeto de onde uma residente falou de 'barricadas na estrada e gritos das pessoas exigindo que os carros voltassem, regressassem e não furassem as barreiras'. Poucas horas depois a confusão já havia alastrado a algumas principais artérias da capital moçambicana, como aliás a BBC pôde testemunhar e registar. Contornos violentos
No prolongamento da Avenida Vladimir Lenine, a começar na Praça da Organização da Mulher Moçambicana, a nossa reportagem deparou-se com pneus em chamas e uma multidão furiosa, armada de paus e pedras – à semelhança do que aconteceu um pouco pela maioria dos bairros segundo confirmaram pessoas por nós contactadas. 'Eles violentavam tudo o que aparecia pela frente', disse uma delas. Fomos obrigados a recuar. À medida que a situação ia evoluindo, cresciam também de forma alarmante os contornos violentos dos protestos, tendo sido visados principalmente viaturas, estabelecimentos comerciais e gasolineiras. Os 'chapas', alvo preferencial nesta espiral de violência, refugiaram-se onde e como puderam e a maior parte dos seus motoristas recusou comentar os acontecimentos. 'Não sabemos de nada' defendeu-se um deles numa língua local.
Apelo à calma Enquanto isso a polícia começava a desdobrar-se pelos bairros e artérias tomadas pela violência. 'A Força de Intervenção Rápida está aqui e usou gás lacrimogénio mas não armas de fogo', relatou-nos uma fonte. O vice-ministro do Interior José Mandra lamentou que os protaganistas desta onda de violência 'sejam maioritariam adolescentes, provalmente delinquentes e desempregados'. Apelou à calma e assegurou que a situação está sob controlo. | LINKS LOCAIS Aumentos provocam revolta nas ruas de Maputo05 Fevereiro, 2008 | Notícias "Chapas" aumentam tarifas30 Janeiro, 2008 | Notícias Aumento do custo de vida preocupa moçambicanos29 Janeiro, 2008 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||