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Última actualização: 06 Fevereiro, 2008 - Publicado em 02:50 GMT
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Tarifas dos 'chapas' já não aumentam

Revolta em Maputo
Os revoltos cortaram o trânsito em várias ruas (Foto - Arca Moçambique)
Os violentos protestos populares contra a subida dos transportes de passageiros obrigaram a um recuo do governo.

Depois de ter dado 'luz verde' à subida das tarifas agora, na sequência de negociações, o governo determinou a manutenção dos preços anteriores.

A situação acalmou depois de um dia de violentos distúrbios e o ministro dos Transportes e Comunicações, António Munguambe, disse que já não havia razão para mais manifestações.

A capital moçambicana esteve na terça-feira a 'ferro e fogo' em consequência dos protestos contra a subida das tarifas dos 'chapas'.

Várias pessoas ficaram feridas, estabelecimentos comerciais foram atacados e viaturas incendiadas por populares furiosos e armados de paus e pedras.

Em muitos dos bairros e artérias foram erguidas barricadas, havendo igualmente o registo de elevados danos materiais e pilhagens.

A polícia insiste que a situação está sob controlo.

Pneus em chamas

Os protestos começaram nos bairros periféricos de Maputo, nomeadamente no Zimpeto de onde uma residente falou de 'barricadas na estrada e gritos das pessoas exigindo que os carros voltassem, regressassem e não furassem as barreiras'.

Poucas horas depois a confusão já havia alastrado a algumas principais artérias da capital moçambicana, como aliás a BBC pôde testemunhar e registar.

Contornos violentos

Chapas
Os aumentos das tarifas dos chapas como pretexto para os distúrbios (Foto "Oficina de Sociologia")

No prolongamento da Avenida Vladimir Lenine, a começar na Praça da Organização da Mulher Moçambicana, a nossa reportagem deparou-se com pneus em chamas e uma multidão furiosa, armada de paus e pedras – à semelhança do que aconteceu um pouco pela maioria dos bairros segundo confirmaram pessoas por nós contactadas.

'Eles violentavam tudo o que aparecia pela frente', disse uma delas. Fomos obrigados a recuar.

À medida que a situação ia evoluindo, cresciam também de forma alarmante os contornos violentos dos protestos, tendo sido visados principalmente viaturas, estabelecimentos comerciais e gasolineiras.

Os 'chapas', alvo preferencial nesta espiral de violência, refugiaram-se onde e como puderam e a maior parte dos seus motoristas recusou comentar os acontecimentos.

'Não sabemos de nada' defendeu-se um deles numa língua local.

Um chapa
O 'chapa', o meio de transporte popular de Maputo

Apelo à calma

Enquanto isso a polícia começava a desdobrar-se pelos bairros e artérias tomadas pela violência.

'A Força de Intervenção Rápida está aqui e usou gás lacrimogénio mas não armas de fogo', relatou-nos uma fonte.

O vice-ministro do Interior José Mandra lamentou que os protaganistas desta onda de violência 'sejam maioritariam adolescentes, provalmente delinquentes e desempregados'.

Apelou à calma e assegurou que a situação está sob controlo.

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Aumentos provocam revolta nas ruas de Maputo
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